Cerca de 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem em decorrência de doenças cardiovasculares, segundo a International Diabetes Federation (IDF). A diabetes é uma doença que, na maioria das vezes, apresenta-se de forma assintomática, ou seja, silenciosa, e sua incidência tem aumentado bastante no mundo. “O paciente diabético é de alto risco para desenvolver doenças do sistema cardiovascular. A diabetes causa lesão vascular e, com isso, uma redução no calibre das artérias do corpo todo, principalmente nas artérias do coração, do cérebro, da aorta e membros inferiores, levando à diminuição do fluxo de sangue durante o bombeamento do sangue pelo coração, o que pode levar ao infarto, à amputação de membros e AVC”, salienta o cardiologista do Hospital São Vicente Rubens Zenobio Darwich.

O médico alerta ainda que há outro comportamento de risco que se soma a essas doenças. “A obesidade, que está se tornando uma pandemia do mundo moderno, vem aumentando na população devido a hábitos da modernidade e alimentação inadequada, o que contribui consideravelmente para a diabetes e também para as doenças do coração.”

Darwich orienta que as pessoas não relaxem seus hábitos saudáveis, adotando uma alimentação com maior ingestão de frutas, legumes, verduras, grãos diversos, oleaginosas, tubérculos, raízes e carnes magras. “É recomendado fazer, semanalmente, ao menos, 150 minutos de exercícios físicos para evitar o sobrepeso, largar o tabagismo e consumir menos bebidas alcoólicas”, diz, ressaltando evitar o consumo de produtos industrializados e sempre beber muita água.

 

Tipos de diabetes

A diabetes é caracterizada pelo aumento da glicose no sangue, que acontece por causa de problemas na produção ou ação da insulina gerada pelo pâncreas. A doença é dividida em tipo 1 e tipo 2. A primeira, normalmente, surge na infância ou adolescência devido a uma deficiência de insulina. O tipo 2 é a mais comum entre a população e ocorre quando o organismo não consegue usar a insulina ou o pâncreas não tem uma produção suficiente. Os níveis adequados da glicose dependem da situação de cada paciente e são avaliados pelo teste de glicemia de jejum e hemoglobina glicada.

Como muitas vezes não apresenta sintomas, somente com avaliação médica é possível fazer o diagnóstico da diabetes. “É fundamental fazer exames periódicos. A diabetes é uma doença que precisa de cuidados, consultas ao cardiologista e tratamento correto para evitar complicações”, diz o cardiologista. Ele lembra ainda que quem tem parentes de primeiro grau com diabetes, tem mais chances de ter a doença. “Para esses casos é importante que a pessoa sempre faça as dosagens de seus exames de laboratório.”