Cascavel – O calor intenso e as chuvas que são bastante típicas (e esperadas) para essa época do ano estão preocupando os agentes de endemias de Cascavel que passam a maior parte dos dias nas ruas, vistoriando casas e orientando os moradores quanto aos cuidados que devem ser mantidos. Agora, no período de férias, é importante que os moradores não deixem de tomar os cuidados necessários, já que somente nessa semana, dois novos casos já foram confirmados pelo o Setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde.

Ana Paula Barboza, coordenadora de Endemias da saúde municipal de Cascavel, disse que é importante, mais do que nunca, que os moradores recebam um dos agentes nas suas casas já que eles têm um “olho clínico” para identificar os focos do Aedes aegypti. Também é importante que aqueles que forem viajar, deixem uma pessoa responsável para eliminar os focos e, principalmente, mantenha a limpeza de piscinas e outros locais que acumulem água.

Segundo a coordenadora, nesse novo período sazonal da doença, que começou em agosto do ano passado, existem apenas oito casos confirmados, mas nessa época de muito calor a proliferação do mosquito é bem mais intensa. “O mosquito pode depositar o ovo em local seco e em contato com a água o ovo pode eclodir rapidamente, num curto período que vai de 5 a 7 dias”, explicou, reforçando a importância de tirar, periodicamente, os pratos das plantas para lavar com bucha e sabão.

 

LiraA

A atual situação de infestação da cidade será levantada no próximo LiraA (Levantamento Rápido de Ìndices para Aedes aegypti), que está previsto para a terceira semana deste mês. O último levantamento apontou um índice de 1,1% de infestação na cidade, um pouco acima do preconizado pela a OMS (Organização Mundial da Saúde) que propõe limite de 1%.

Ocorre que neste último levantamento, os bairros da região oeste da cidade chegaram a atingir o índice de 2,3% entre eles, Alto Alegre, Palmeiras, Santa Cruz. Ana Paula lembrou ainda que os casos confirmados são todos autóctones, ou seja, contraídos dentro da própria cidade, o que significa que existem mosquitos infectados. Além disso, o mesmo mosquito transmite ainda outras duas doenças, o Zika Vírus e o Chikungunya.

 

39 novos casos

Nesta semana foi divulgado o boletim semanal da dengue e foram confirmados mais 39 casos em todo o Estado, somando 552 casos dentro do novo período sazonal da doença que segue até julho de 2022. De acordo com a coordenadora de Vigilância Ambiental da Sesa, a dengue apresenta um comportamento sazonal, com maior aparecimento de casos em período mais quente e úmido, típico dos climas tropicais. “O verão é o período em que precisamos estar ainda mais atentos com os possíveis criadouros do mosquito, sendo imprescindível a eliminação de qualquer recipiente que possa acumular água”, alertou.

 

Janeiro Verde: Cuidados com caso de câncer de colo uterino

 

Cascavel – A cor “verde” está sendo dedicada neste mês de janeiro e de prevenção ao câncer de colo do útero. Essa é uma das doenças que não apresentam sinais e sintomas em sua fase inicial. Em estágio avançado pode apresentar sangramento vaginal anormal ou após a menopausa, dor durante a relação sexual, menstruação mais longa que o habitual, secreção vaginal com sangue e dor na região pélvica.

O Hospital do Câncer Uopeccan está orientando sobre a prevenção desse terceiro tumor maligno mais frequente nas mulheres, atrás apenas do de mama e do colorretal. De acordo com o cirurgião oncológico Paulo Henrique Dondoni, nem todas as mulheres que foram infectadas com o HPV desenvolverão câncer de colo do útero.

Segundo ele, aproximadamente 50% das mulheres sexualmente ativas entram em contato com o HPV em algum momento da vida. A maioria das infecções são transitórias e a mulher desenvolve imunidade contra a infecção. “Apenas uma pequena parcela chegará na fase crônica que poderá ocasionar o câncer de colo do útero”, explicou o médico.

 

Exame preventivo

As alterações dos vírus são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido como papanicolau), e colposcopia com biópsia dirigida para confirmação anatomopatológica da doença. Mulheres de 25 a 64 anos e que já tiveram atividade sexual podem realizar o exame a cada três anos.

A vacinação contra o HPV é indicada antes do início da vida sexual. Por essa razão, a vacina faz parte do calendário do Ministério da Saúde para crianças e adolescentes. A recomendação é que as meninas recebam as duas doses entre 9 e 14 anos e os meninos entre 11 e 14 anos.