A história da Escola Municipal Ademir Correa Barbosa, no Conjunto Paulo Godoy, zona oeste de Cascavel, teve alguns capítulos macabros. Em 2012, quando os alunos foram transferidos provisoriamente para salas da Univel até que a nova sede estivesse pronta, ninguém poderia imaginar o que estaria por vir nesses sete anos.

Após morte por soterramento e até o registro de uma criança violentada sexualmente no horário de aula, a nova escola finalmente está pronta e realiza dia 7 de fevereiro suas primeiras aulas.

“O que todos esperam é que tenha segurança e que aqui não aconteça nada do que aconteceu no passado”, resume a atendente Edileuza Borges, que matriculou seus dois filhos na escola.

Rita de Cássia Oliveira Freitas é mãe de Gabriele, de 9 anos, que vai cursar o 5º ano. Ela pede mais proteção no local. “A escola pertinho é muito bom. Parece que vai ser bem mais seguro para as crianças. A gente espera que não tenham problemas e que os alunos possam aproveitam bem a escola e com muito mais segurança”.

Avó da pequena Asheilei, Maria de Souza dos Santos espera um pouco mais de sossego, após dois anos de preocupação com a menina nas salas alugadas.

Para tranquilizar a todos, a assessoria da Secretaria de Educação garantiu que a segurança da escola será reforçada. Os portões possuem travas eletrônicas e, para entrar na instituição, a pessoa precisará se identificar e informar o motivo da visita.

Mais de 430 estudantes vão ingressar na nova escola a partir do dia 7 de fevereiro, que terá ensino em tempo integral.

Atrasos

Em 2012, a antiga sede da Escola Ademir Correa Barbosa deixou de existir para dar lugar a um novo prédio. Só que contratempos atrasaram e muito a construção. Logo no início, um soterramento causou a morte de um trabalhador e a obra ficou interditada por dois anos durante a investigação. Ano passado, enfim, os trabalhos foram finalizados e agora a escola está pronta.