Politrauma foi o tema abordado no 1º Workshop LEI (Liga de Estudos em Enfermagem Intensiva), promovido pelo curso de Enfermagem da Universidade Paranaense – Unipar, Unidade de Cascavel. Evento se trata de um projeto de ensino desenvolvido com todos os acadêmicos do 4º ano.

A coordenadora da graduação, professora Débora Girardello, enfatiza que a ideia é aprofundar temas da profissão relacionados à enfermagem intensiva e de urgência e emergência, promovendo discussões e troca de aprendizado com enfermeiros atuantes nesse mercado de trabalho. “O projeto foi estruturado no formato de palestras, que serão realizadas ao longo do semestre, visando trabalhar temas relacionados à enfermagem nas intercorrências de urgência”, explica.

A abertura foi com a enfermeira e egressa da Unipar Maria Lúcia Chaves, que atua como socorrista do Corpo de Bombeiros em Cascavel. Sua fala foi sobre o politrauma na visão extra-hospitalar, incluindo todo o protocolo, como funciona o atendimento, o ABCDE do trauma (siga em inglês referente as etapas do processo de socorro), e, ainda, inteirando sobre o novo protocolo XABCDE, que está sendo implantado agora no Brasil, cuja base é tratar primeiro as grandes hemorragias e depois iniciar o atendimento do ABCDE.

Para a profissional, essas discussões trazem grande ganho para os alunos e para a atuação em Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e outros serviços de emergência. Também lembra que se trata de um protocolo mundial utilizado pelos profissionais de saúde.

Outra profissional a compartilhar conhecimentos foi a enfermeira do pronto-socorro do HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná), Érica Zanini Bandeira, que falou sobre o atendimento do politrauma no intra-hospitalar. “Quando o paciente politraumatizado chega ao pronto-atendimento, a principal abordagem é o protocolo da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que contribui para que o processo seja mais organizado e dinâmico, possibilitando ao paciente ser atendido e estabilizado o mais rápido possível”, sinaliza.

A enfermeira também descreve as etapas do ABCDE do trauma, que dizem respeito a vias áreas, boa oxigenação, circulação, disfunção neurológica/lucidez, exposição (ambiente e controle da temperatura).

Assim, salienta que a enfermagem deve reforçar todo tipo de cuidado com o paciente e, no politraumatizado, principalmente, porque é um paciente grave e o atendimento precisa ser rápido e organizado. “Divulgando mais sobre esse atendimento os profissionais ficam mais informados e podem iniciar esse atendimento de forma mais eficiente”, justifica Érica.

Egressa da Universidade retorna à casa como palestrante

A coordenadora do curso, professora Débora Girardello, apresenta projeto de ensino