Maripá – Com metas estabelecidas para destinação adequada de esgoto, municípios paranaenses esperam do Estado a liberação de verbas para investir na coleta e no tratamento, a maioria pressionada pelo MP (Ministério Público). Porém, se na ponta os gestores públicos estão de mãos atadas, de outro as obras são executadas em um ritmo que está longe do ideal.

Os relatórios de avanços na cobertura para coleta e tratamento de esgoto da Sanepar atestam a lentidão dos serviços. Em 2017, a extensão da rede coletora paranaense era de 35.267 quilômetros. Chegamos a 2019 com um total de 35.982 quilômetros, aumento de 2%.

O índice de cobertura de domicílios atendidos aumentou 3,4%, entre 2017 e 2019, passando de 70,6% para 74%. Já o total de ligações passou de 2.040.292 em 2017 para 2.896.593 em 2018, alta de 42%.

No oeste

No oeste do Paraná há 17 cidades com coleta e tratamento de esgoto, que, juntos, possuem média geral de 63% de rede. A cidade com maior Iarce (Índice de Atendimento com a Rede Coletora de Esgoto) é Cascavel, com 99%, e a menor é Assis Chateaubriand, com 35,6%. No Paraná, 190 cidades atendidas com coleta e tratamento de esgoto, o que corresponde a 47,6% do total de municípios.

Na região, diversas cidades aguardam a conclusão de projetos para que tenham executadas obras importantes em saneamento básico, entre elas Capitão Leônidas Marques, Catanduvas, Santa Tereza do Oeste, Nova Santa Rosa, Formosa do Oeste e Maripá – investimento previsto ainda ano passado de R$ 300 milhões.

Em Maripá, a abrangência de coleta e tratamento de esgoto será de 70% – a cidade conta com uma população estimada de 6 mil habitantes. “Quando falamos em saneamento básico, falamos em qualidade de vida. O Ministério Público tem cobrado dos prefeitos que busquem recursos para a implantação da rede coletora. Por isso, muitas cidades já fizeram o Plano de Saneamento Básico, como fizemos em Maripá”, explica o prefeito Anderson Bento Maria, que preside a Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná).

A expectativa é de que os projetos sejam concluídos nos próximos meses e que as obras tenham início no fim do ano, com canalizações e perfurações no perímetro urbano.

Na abrangência estadual, apenas 11 cidades passaram dos 90% de abrangência. À frente de Cascavel vem Maringá, com 100%, seguida por: Cambará 96,68%, Curitiba 94,89%, Cornélio Procópio 93,16%, Cambé 92,74%, Cidade Gaúcha 91,64%, Porecatu 91,43%, Santo Antônio da Platina 90,67%, Jacarezinho 90,45% e Ponta Grossa 90,44%.

Para o período de 2019 a 2023 estão previstos no Plano Plurianual de Investimentos da Sanepar R$ 7,1 bilhões para os sistemas de água e de esgoto em todo o Estado. Desse total, R$ 3,75 bilhões serão aplicados nos sistemas de coleta e tratamento do esgoto.

 

Índice de Atendimento com a Rede Coletora de Esgoto (Iarce)
Região Iarce 2018
Região Metropolitana e Litoral 81,76%
Região Sudeste 68,71%
Região Sudoeste 66,14%
Região Noroeste 65,46%
Região Nordeste 68,59%
FONTE: Sanepar

 

Índice em cidades do oeste de coleta e tratamento de esgoto
Assis Chateaubriand 35,63%
Cafelândia 84,43%
Cascavel 99,00%
Corbélia 56,52%
Foz do Iguaçu 77,55%
Guaíra 68,28%
Guaraniaçu 43,09%
Matelândia 49,71%
Medianeira 28,25%
Nova Aurora 55,24%
Palotina 63,77%
Santa Helena 78,10%
Santa Terezinha de Itaipu 79,79%
São Miguel do Iguaçu 62,89%
Toledo 79,46%
Três Barras do Paraná 58,34%
Vera Cruz do Oeste 69,29%
FONTE: SANEPAR