COE discute hoje sobre aulas da rede particular

Na mão, os integrantes do grupo terão a proposta já elaborada pelo sindicato, com possibilidades práticas para garantir a segurança dos alunos

Reportagem: Cláudia Neis 

Quando usar máscara de pano

O COE (Centro de Operações de Emergência) de Cascavel tem na pauta da reunião desta quarta-feira (13) os pedidos feitos pelo Sinepe (Sindicato das Escolas Particulares) para a retomada das atividades práticas nas instituições de ensino superior e a volta gradual das aulas nas escolas privadas.

Na mão, os integrantes do grupo terão a proposta já elaborada pelo sindicato, com possibilidades práticas para garantir a segurança dos alunos.

“Nós apresentamos o pedido de retomada das atividades práticas nas universidades porque, na situação em que Cascavel se encontra em relação ao número de casos de covid-19, é possível a retomada das atividades práticas que não são possíveis de serem realizadas remotamente. Apresentamos todo o plano para garantir a segurança dos alunos, como turmas reduzidas, distanciamento, uso de equipamentos de proteção, higienização da instituição e todas as medidas necessárias para que os alunos possam realizar as aulas práticas e com segurança. Acreditamos que o entendimento do Município seja pela liberação, pois é uma forma de garantir a formação completa dos alunos, uma vez que a prática geralmente conta na grade dos anos finais”, explica o presidente do Sinepe – Regional Oeste, Gelson Luiz Uecker.

O líder sindical também apresentou ao prefeito Leonaldo Paranhos o plano de retomada gradual das atividades das escolas privadas, que havia sido protocolado na última semana na Seed (Secretaria de Estado de Educação e Esportes). “A nossa preocupação é com as crianças cujos pais continuam ou retornaram ao trabalho. Também com base na situação dos casos no Município e oferecendo todas as medidas de proteção, acreditamos que essa volta é possível neste momento, de forma gradual, com turmas reduzidas e sem obrigar os alunos a retornarem. O foco serão os que não têm onde ficar enquanto os pais trabalham”, acrescenta Gelson.

Ele garante que as escolas já prepararam a estrutura para esse retono, com as devidas adaptações e que, caso haja autorização municipal, no prazo de uma semana os alunos já podem retornar. “As instituições já estão nesse movimento de preparação. Então, nós acreditamos que esse retorno é possível e, mesmo que em duas semanas seja necessário fechar novamente, o que já foi realizado nas escolas permanece para a nova reabertura”.

O que diz o Município

Na segunda-feira (11), em entrevista ao EPC, da Catve, o prefeito Leonaldo Paranhos afirmou que existe a possibilidade da volta das aulas na próxima semana, e que a rede municipal poderá voltar em junho, conforme estiverem os casos de covid-19 na cidade no dia 20 de maio.

A reportagem não conseguiu contato com o chefe do Executivo, que viajou a Curitiba, mas a assessoria de comunicação do Município informou que a retomada depende da avaliação e das propostas das subcomissões do COE, que se reunir nesta quarta-feira.

Caso haja entendimento positivo para a retomada, um novo decreto que libera as atividades deve ser publicado no fim da semana.

Sobre a rede municipal, a secretária Marcia Baldini deve se pronunciar em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (14).

 

Estado nega volta

Apesar dos planos e da vontade de reabrir as escolas, a volta das aulas não deve ser tão fácil. A Seed afirma que o decreto estadual que suspende as atividades escolares continua em vigor e que vale para todos os municípios, inclusive Cascavel. Qualquer mudança deverá ocorrer por meio de novo decreto, ainda sem data prevista.

A secretaria esclareceu ainda que não houve a discussão da proposta do Sinepe e que não há previsão de modificação.

Na semana passada, o governador Ratinho Junior já havia rejeitado a possibilidade de as aulas voltarem agora. Ele disse que apenas no segundo semestre, provavelmente em agosto.

 

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