Toledo – As obras de reforma do Hospital Regional de Toledo avançam para 80% de execução. A previsão é de que o hospital esteja pronto até o fim do ano e inicie 2022 prestando atendimento ao público. Entretanto, ainda existe outro grande empecilho que obsta a abertura do hospital: o plano de gerenciamento.

O Ministério Público do Paraná chegou a interpor ação judicial contra os gestores municipais a fim de que apresentassem o plano de gestão. Na época, até a reforma chegou a ser suspensa, mas até hoje o plano não foi entregue por um detalhe: não está definido.

No último dia 7 de abril, o secretário de Saúde do Estado do Paraná, Beto Preto, visitou as obras do hospital e recebeu o pedido do prefeito de Toledo, Beto Lunitti, de que o Estado assuma a gestão operacional. Beto disse que o Estado tem o compromisso de participar ativamente na conclusão das obras, mas não garantiu a gestão.

Diante da indefinição, o Município corre para garantir a abertura do hospital. No ano passado, a prefeitura chegou a cogitar que o Consamu (Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste do Paraná) assumisse, mas a parceria não avançou. Agora, outro consórcio é cotado para a gestão do hospital: o Ciscopar (Consórcio Intermunicipal de Saúde Costa Oeste do Paraná), que tem sede administrativa em Toledo.

De acordo com presidente do Ciscopar, o prefeito de Assis Chateaubriand, Valter Aparecido Correira, o Valtinho, a questão já foi debatida com o prefeito Beto Lunitti e com o próprio secretário de Saúde, Beto Preto, contudo, ainda são necessários alguns estudos de viabilidade. “Foi cogitado o Ciscopar assumir essa gestão, sim. Estive em Curitiba semana passada, conversei com o secretário de Saúde, Beto Preto, mas foi uma conversa informal. Não tem nada formalizado. É um assunto que a gente precisa decidir em assembleia, levar a discussão para os prefeitos que participam do consórcio”, antecipa Valtinho.

Segundo ele, as maiores dificuldades são no custeio do hospital. “O custeio é uma das dificuldades que estamos encontrando para a abertura do hospital. Estamos discutindo de que forma nós vamos custear essas despesas, que não são baixas. O Estado entraria com um valor, o município de Toledo com outro valor e o consórcio, através desses municípios, com algum valor. É uma discussão que teremos nos próximos meses”.

Contudo, apesar desse posicionamento, segundo o vice-prefeito de Toledo, Ademar Dorfschmidt, que está à frente das demandas relacionadas ao hospital, é praticamente impossível que a gestão fique a cargo de algum consórcio, pois seria necessário alterar o estatuto interno.

Dorfschmidt avalia que a gestão deverá ser realizada por uma instituição filantrópica ou organização social, que ainda será definida, e que o consórcio seja apenas um dos clientes do Hospital Regional.