Cascavel: Arrecadação de abril cai R$ 27,7 milhões e prefeito para compras

A previsão inicial para abril era arrecadar R$ 120,6 milhões, mas o mês foi encerrado com uma arrecadação de R$ 92,9 milhões

Cascavel – A reunião do prefeito Leonaldo Paranhos com o secretariado, nesta quarta-feira (6), teve como tema principal a arrecadação do Município de Cascavel que, por conta da crise provocada pela pandemia de coronovírus, teve uma redução global de 23% em abril, o que representa R$ 27,7 milhões a menos no caixa.

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A previsão inicial para abril era arrecadar R$ 120,6 milhões, mas o mês foi encerrado com uma arrecadação de R$ 92,9 milhões. As receitas próprias do Município, como IPTU, Taxa de Lixo e ISSQN, apresentaram uma redução significativa, na ordem de R$ 24,4 milhões. Já a arrecadação oriunda do Estado, como ICMS, IPVA e recursos da saúde, representaram cerca de R$ 8 milhões a menos.

Cascavel teve redução também no FPM (Fundo de Participação dos Municípios) de R$ 448 mil e de R$ 701 mil no Fundeb. Por outro lado, houve pequena evolução nos recursos da saúde repassados pela União. A expectativa era arrecadar R$ 3,4 milhões, mas o valor chegou a R$ 5,4 milhões. “Isso era natural porque uma série de ações do governo federal foi criada justamente para atender a questão da saúde na crise do corona”, explica o secretário de Finanças, Renato Segalla.

Além disso, Cascavel obteve uma verba específica para atender questões relacionadas à pandemia, no valor de R$ 3,7 milhões.

Segalla explica que logo no início da crise não havia como dimensionar o tamanho da redução e a expectativa era de que a queda na arrecadação ficasse entre 40% e 50%. “A redução foi bem menor do que a leitura que fazíamos naquele primeiro momento”, observa. Mesmo assim, ele lembra que a queda de R$ 27,7 milhões representa quase uma folha de pagamento do Município, que é de R$ 35 milhões.

 

Contingência

A queda na arrecadação exige que a Secretaria de Finanças refaça seu fluxo de caixa diariamente para honrar os compromissos. Para isso, explica Segalla, o que está sendo feito é administrar novas compras que dependem de recursos livres (do próprio Município). Há um contingenciamento em todas as secretarias, um verdadeiro pente-fino, e as compras só são autorizadas quando são materiais indispensáveis.

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