O “carro dos Flintstones” usado por uma família como forma de protesto contra o preço dos combustíveis levou cerca de três semanas para ficar pronto. Na montagem, a maior parte da estrutura é feita com materiais recicláveis, segundo Gilson, dono do veículo.

A manifestação aconteceu pelas ruas de Maringá, no norte do Paraná, na segunda-feira (1º).

O carro da família pré-histórica famosa dos desenhos animados tem tração humana e não precisa de combustíveis para se locomover.

“Superei minhas expectativas. Realmente ficou bem interessante o carro. Deu um pouco de trabalho sim, umas três semanas para estar elaborando todo ele, e a maioria foi com material reciclável”, contou.

 

O dono do veículo, que é professor de educação física, recebeu inclusive propostas enquanto andavam por Maringá.

“Foi gratificante para mim. Primeiro que o pessoal parava com o carro e perguntava se estava vendendo mesmo. E eu ‘opa, está aceitando proposta’. Estou em um leilão aí, gente, vou bater o martelo para o maior valor”, brincou.

Família fez protesto contra alta dos combustíveis circulando em carro improvisado dos Flintstones, em Maringá — Foto: Reprodução

Gilson também contou que o carro da família nem sempre é usado. O veículo fica na garagem e muitas vezes é substituído por uma moto para que ele vá ao trabalho.

De acordo com a família, o carro foi montado como um protesto bem humorado contra a alta no preço da gasolina, que na cidade chega a custar R$ 6,89 o litro.

Motorista faz crítica ao preço dos combustíveis se vestindo de Fred Flintstone em Maringá

Ainda de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), só nesta semana, Maringá teve aumento de 2% na gasolina, 3% no etanol e de 0,5% no diesel.

No acumulado de 12 meses, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a alta registrada no município é de 64% no preço do etanol e de 40% na gasolina.

O veículo circulou pela avenida Mandacaru, na Zona Norte da cidade, e imagens do protesto viralizaram nas redes sociais. Pessoas que passavam pelo local aproveitaram para fazer fotos com o meio de transporte alternativo.

(G1 Paraná)