TORONTO ? O Canadá anunciou a criação de um centro nacional para lutar contra a radicalização islâmica, particularmente entre os jovens. A decisão vem após a morte de um canadense que chegou a integrar as linhas de combate do Estado Islâmico (EI) e dois ataques contra militares cometidos em 2014. O governo afirma estar preocupado com o fenômeno que ?atrai lobos solitários a ideologias perversas e extremas que promovem a violência?.

Segundo o ministro de Segurança Pública, Ralph Goodale, o centro para sensibilização contra a radicalização será criado a nível federal. Na semana passada, um canadense de 24 anos acabou morto em Strathroy, no Sul de Ontário, após ter acionado um explosivo no assento traseiro de um taxi quando estava rodeado de forças de segurança.

Aaron Driver havia jurado lealdade ao Estado Islâmico (EI) em um vídeo, que foi interceptado pelas autoridades canadenses. Ele foi preso no ano passado por apoiar abertamente o grupo militante Estado Islâmico (EI) nas redes sociais.

Em 2014, dois jovens conduziram ataques em Quebéc e Ontário. Os episódios acabaram na morte de dois militares.

Mais de uma centena de canadenses se somaram às filas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque ao longo dos últimos anos. E muitos outros foram interceptados pelas autoridades antes de viajarem à Turquia com o memso objetivo.

Outros dois centros semelhantes, que fazem trabalhos de prevenção contra a radicalização, já existem no Canadá. Um fica em Montreal e outro em Calgary.