O novo presidente da Câmara de Vereadores de Cascavel, Alécio Espínola (PSC), levanta como bandeira prioritária o combate à corrupção. Esta semana ele apresentou a nova Procuradoria Jurídica e expôs o modelo que passa a vigorar a partir de agora, baseado no compliance, que é um conjunto de normas legais visando eliminar desvios de conduta ou outros atos de corrupção. “Vamos manter todas as atividades a fim de que a corrupção não seja instalada no Legislativo. Queremos avançar em uma política nova. Vivemos um novo tempo na política, onde estamos para servir a população. A Procuradoria Jurídica é importante para o equilíbrio na Câmara e das leis feitas aqui, para garantirmos a segurança política da população”, argumenta Alécio.

Fim da velha política

A atuação será intensa sobre os 21 vereadores e terá como articulação a Procuradoria Jurídica, agora sob o comando do advogado Rafael Salvatti, que considera ser necessário enterrar de vez a velha política.

O trabalho dá início à aplicação do Regimento Interno, agora mais moderno. “O Regimento Interno organiza a Casa de acordo com essa política maior, a política efetiva à sociedade. Houve uma mudança. Há um jeito novo de se fazer e que impede políticas velhas e práticas antigas”, avalia Salvatti.

O novo procurador apresentou como norte da atuação dois princípios: segurança jurídica e previsibilidade. “Todos que recorrerem à Procuradoria Jurídica terão respaldo na técnica e na lei. Nada de inseguro – isso era utilizado de maneira política e agora não mais. Somos um instituto interno que serve para fornecer aos 21 vereadores a possibilidade de desenvolvimento do trabalho. Essa é a nova política: cada um com seu objetivo, mas todos focados em um horizonte maior que é o desenvolvimento da cidade”, explica.

Fim do recesso

No fim do recesso administrativo – que se encerra nesta sexta-feira (1º) -, os vereadores já receberam as orientações da Procuradoria Jurídica. Tanto na avaliação de Rafael Salvatti quanto na de Alécio Espínola, as últimas eleições mostraram o caminho a ser seguido: os eleitores deram o recado nas urnas e deixaram claro que a vontade de renovação é grande, por isso, os políticos já atuantes deverão demonstrar o “novo” para que possam prosseguir.