Curitiba – O BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) superou em 2018 os resultados do ano passado e atingiu a maior diversificação de fontes de recursos de sua história. As contratações nos três estados do Sul chegaram a R$ 2,25 bilhões, valor superior ao registrado em 2017, quando as operações somaram R$ 2,18 bilhões.

“Chegamos a esses resultados, atingindo a meta para 2018, mesmo com o cenário econômico ainda desfavorável, as limitações de investimentos nos municípios estabelecidas pela legislação eleitoral, a redução nos repasses do BNDES e as alterações nas taxas de juros, com a substituição da TJLP pela TLP”, comemora o presidente do BRDE, Orlando Pessuti.

Além da receita operacional, contribuíram para os bons resultados de 2018 a redução de custos, proveniente do programa de demissão voluntária, e a manutenção de níveis aceitáveis de inadimplência, medidas que promoveram o crescimento sustentável do Patrimônio Líquido do banco em 6,8%, o que permitirá a alavancagem de mais financiamentos nos próximos anos.

As contratações feitas pela Agência Paraná do BRDE representam 34,39% do total de R$ 2,25 bilhões em financiamentos até o momento, o equivalente a R$ 774,8 milhões investidos em empreendimentos no Estado. Dado o perfil econômico do Estado, o agronegócio é o setor com maior representatividade nos financiamentos no Paraná em 2018.

 

Desafio

O grande desafio do BRDE em 2018 foi buscar novas fontes de recursos, (fundings), diante da redução de repasses do BNDES, historicamente o maior parceiro do banco. Para diminuir a dependência do BNDES e principalmente captar mais recursos, o BRDE elaborou uma política de diversificação de fundings, buscando parceiros dentro e fora do País.

Foi assim que o BRDE se tornou agente financeiro do Fungetur (Fundo Geral de Turismo), do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) e do Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e operacionalizado via BNDES. Além disso, o BRDE fechou as duas primeiras parcerias com instituições financeiras internacionais em 57 anos de existência.

O Banco captou 50 milhões de euros na AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento), recursos destinados ao financiamento de projetos relacionados à produção e consumo sustentáveis na Região Sul. E assinou recentemente contrato com o BEI (Banco Europeu de Investimentos) para captação de até 80 milhões de euros.

Os recursos captados no BEI serão investidos em projetos voltados a energias renováveis, eficiência energética e mobilidade. As parcerias internacionais foram possíveis devido ao compromisso do BRDE com o desenvolvimento sustentável. Hoje, o banco tem 83% de suas operações alinhadas com os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) estabelecidos pela ONU.

Além disso, o BRDE ampliou os seus limites junto a outras instituições parceiras, como a Finep – mantendo a sua condição de maior repassador de recursos de inovação do Brasil -, a Caixa/FGTS, viabilizando recursos para o financiamento a municípios da Região Sul e o Banco do Brasil/FCO para financiamento a projetos em Mato Grosso do Sul.

 

Desenvolve Sul

Outro impacto positivo na política de diversificação de fundings foi o aumento no orçamento do programa BRDE Desenvolve Sul, que opera com recursos próprios para todos os portes de empreendimentos e setores da economia. As operações do programa chegaram a R$ 96,8 milhões até o momento.

A diversificação na captação dos financiamentos adotada pelo BRDE proporcionou uma redução significativa na dependência de repasses do BNDES. Em 2018, essas novas fontes de recursos passaram a representar 26,7% do total das contratações do BRDE em sua região de atuação ante 6,6% no ano anterior.

Para reforçar a captação de novos fundings, como complemento às receitas de crédito, o BRDE manteve a prestação de serviços a outras instituições, tendo como maior caso de sucesso as operações por meio do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). O FSA, que é operacionalizado pela Agência Paraná, gera receitas expressivas sem risco de crédito.