Brasília – De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil ultrapassou nessa quarta-feira (7) a marca de 5 milhões pessoas que receberam confirmação para o diagnóstico de covid-19. Desde o início da pandemia, 5.000.694 pessoas se infectaram com o novo coronavírus. Dessas, 4.391.424 são consideradas recuperadas, mas 148.228 não sobreviveram.

Atrás apenas dos Estados Unidos (7,5 milhões) e da Índia (6,7 milhões), o País é responsável por 13,9% dos casos em todo o mundo, que já contabiliza 36 milhões de resultados positivos, e 1,052 milhão de mortes. A maior quantidade de óbitos está concentrada nos Estados Unidos, onde mais de 211 mil pessoas morreram em decorrência da doença. Em segundo lugar, em números absolutos, está o Brasil.

Nas últimas semanas, houve uma tendência de queda tanto nos números de mortes como no de casos confirmados. No entanto, de acordo com especialistas, os indicadores seguem em patamares muito altos – o que exige das pessoas atenção às medidas de prevenção, como o uso de máscara, o distanciamento social e a lavagem frequente das mãos.

São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará, Pará e Goiás são os estados mais afetados pela doença. Todos registram mais de 224 mil casos confirmados de covid-19.

Média móvel

O Brasil contabilizou, ontem, média móvel diária de 609 óbitos causados pela doença, queda de pouco mais de 12% em relação aos 14 dias imediatamente anteriores, indicando estabilidade. No entanto, é o menor valor desde 11 de maio, quando somou 599.

Gigante chinesa quer brasilienses em teste de vacina

Representantes da gigante chinesa Sinopharm, responsável pela globalização de uma das vacinas contra a covid-19, ofereceram ao secretário de Saúde, Osnei Okumoto, ontem, que o Distrito Federal ingresse na terceira fase de testes do produto no Brasil. Até então, apenas Paraná, Mato Grosso e Tocantins mantêm conversas adiantadas sobre uma possível importação do medicamento no futuro.

A proposta é que a gigante chinesa inclua 60 brasilienses na testagem – a última etapa antes da validação do produto. Caso os resultados sejam os já alcançados em outros países e acabem reconhecidos pelas autoridades sanitárias brasileiras, o Distrito Federal terá prioridade na aquisição da vacina, se houver interesse. No Brasil, a imunização de outro grupo chinês, a Sinovac, já vem sendo testada.