Brasília – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou ontem que o órgão já tem um calendário para o recebimento das vacinas da Janssen contra a covid-19.

Segundo o cardiologista, o Brasil receberá 7,8 milhões de doses em novembro e 28,4 milhões em dezembro. O governo federal tem um contrato para aquisição de 38 milhões de unidades dos imunizantes.

Dessas, já foram entregues 1,8 milhão de forma antecipada. Além disso, o país recebeu 3 milhões de vacinas da Janssen por meio de doação do governo dos Estados Unidos. Esta parcela, no entanto, não faz parte do contrato feito entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica.

Segundo Queiroga, as vacinas serão usadas como dose adicional ou de reforço para idosos, profissionais da saúde e pessoas imunossuprimidas. Questionado sobre a data para a chegada dos fármacos, o ministro afirmou que o detalhamento será divulgado nas pautas semanais de distribuição aos estados e municípios.

“O importante é que nós temos vacinas suficientes para assegurar a imunização de todos os brasileiros que desejarem se vacinar até o fim do ano. A população brasileira quer se vacinar”, pontuou.

A vacina da Janssen é a única de dose única aprovada para utilização no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Doses atrasadas

Mesmo com a vacinação contra a covid-19 avançando em todo país, 20 milhões de brasileiros aptos a completarem a imunização ainda não tomaram a segunda dose.

O dado foi confirmado por fontes da área técnica do Ministério da Saúde na terça-feira (19/10). Nessa quarta, o ministro Marcelo Queiroga ressaltou a importância da imunização completa. “Aqueles que tomarem a primeira dose devem retornar às salas de vacinação para tomar a segunda dose. É fundamental, porque a segunda dose vai completar o programa de imunização”, frisou.

Obstetras e ginecologistas recomendam 3ª dose a gestantes

A Febrasgo (Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia) divulgou nota recomendando a inclusão de grávidas e puérperas no público-alvo para receber a dose de reforço contra a covid-19. A recomendação é que a aplicação ocorra seis meses depois da segunda dose.

A contaminação neste grupo está relacionada a uma série de riscos. A Febrasgo ressalta três deles: prematuridade, morbidade e mortalidade materna.

Ainda não há posicionamento do Ministério da Saúde sobre a aplicação da terceira dose em gestantes e puérperas no Brasil. De acordo com os dados do Observatório Obstétrico Covid-19, até setembro mais de 700 mil gestantes receberam a primeira dose de vacina e 58% delas a segunda dose.

O imunizante recomendado pela federação é o da Pfizer/BioNTech, muito aplicado em gestantes e sem registros de reações graves. Também pode ser utilizada a vacina Coronavac/Butantan. Feita com o vírus inativo, o imunizante tem aplicação em gestantes e puérperas autorizada.

As orientações podem ser revistas de acordo com novas evidências científicas, ressalta a Febrasgo em nota emitida na terça-feira (19). (Redação/ Metrópoles)