São Paulo – Apesar de começar a manhã sem sinal único, assim como os mercados de Nova York, a Bolsa brasileira (B3) ganhou força perto do fim do pregão dessa segunda-feira (7) e conseguiu, pela sexta vez consecutiva, encerrar em um novo recorde histórico de fechamento. Ontem, o Ibovespa subiu 0,50%, aos 130.776,27 pontos, embalado pelo discurso pró-reforma vindo do Congresso Nacional e apoiado na alta do setor bancário. No câmbio, o dólar ficou praticamente estável, em leve alta de 0,03%, cotado a R$ 5,0369.

Na máxima, a Bolsa tocou nos 131.190,30 pontos, alcançando também, pela sexta vez consecutiva, recorde intradia. Com isso, o índice estendeu a atual série positiva pela oitava sessão, a mais longa desde o intervalo entre 14 e 26 de fevereiro de 2018, quando enfileirou nove ganhos seguidos. No mês, o índice avança 3,61%, elevando o ganho do ano a 9,88%.

Predominaram na sessão os desdobramentos positivos no cenário nacional, como a declaração do Arthur Lira, presidente da Câmara, sobre o calendário das reformas e das privatizações, e as projeções para o crescimento da economia brasileira em 2021 que subiram, pela sétima semana, de 3,96% para 4,36%.

No fim de semana, o G7 chegou a acordo sobre reforma fiscal, defendendo que as empresas paguem ao menos 15% de impostos sobre seus rendimentos, observa em nota o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos. “Esse acordo ficou abaixo da sugestão inicial do mandato de Biden, de 21%. Empresas como Google e Facebook responderam positivamente”, acrescenta o analista.