Boletim Focus: Mercado derruba PIB pela 15ª vez, agora a 1%

A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%

Brasília – A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia neste ano chegou a 1%, após 15 reduções consecutivas. É o que mostra o boletim Focus, resultado de pesquisa do BC (Banco Central) a instituições financeiras, divulgado às segundas-feiras.

A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – desta vez foi reduzida de 1,13% para 1%. Em 11 de janeiro deste ano, a projeção era de um PIB de 2,57% para este ano. Desde então, só houve queda.

A expectativa das instituições financeiras é de que a economia tenha crescimento maior em 2020, entretanto, a previsão para o próximo ano também foi reduzida de 2,50% para 2,23%. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caiu de 4,03% para 3,89% este ano, foi mantida em 4% para 2020 e em 3,75% para 2021 e 2022.

Na última sexta-feira (7), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o IPCA desacelerou em maio, ao variar 0,13%, 0,44 ponto percentual abaixo da taxa de abril (0,57%). Esse foi o menor resultado para maio desde 2006 (0,10%). A variação acumulada no ano ficou em 2,22% e em 12 meses chegou a 4,66%.

A meta de inflação de 2019, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Taxa de juros

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,50% ao ano até o fim de 2019.

Para o fim de 2020, a projeção caiu de 7,25% ao ano para 7%. Para o fim de 2021, a previsão passou de 8% ao ano para 7,50% e para o final de 2022, segue em 7,50% ao ano.

A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,80 no fim de 2019 e de 2020.

Produção industrial

Economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central cortaram em mais de um ponto percentual a estimativa para a produção industrial neste ano. O levantamento semanal apontou que a expectativa agora é de um crescimento da indústria de apenas 0,47% neste ano, contra expansão prevista anteriormente de 1,49%. Para 2020 permanece a projeção de crescimento de 3%.

A produção industrial brasileira iniciou o segundo trimestre com alta abaixo do esperado de 0,3% em abril, pressionada pela indústria extrativa e mostrando irregularidade.



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