Pandemia dá sinais de desaceleração no Paraná

Foz do Iguaçu – Dados do boletim divulgado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) nessa quarta-feira (19) mostram queda de 15,2% na média móvel de casos de covid-19 na comparação de 14 dias atrás. O número é calculado com a soma dos registros diários dos últimos sete dias e ontem era de 1.723 casos por dia. É o menor registro médio do mês de agosto.

No dia 12 de agosto houve aumento de 13% nos casos se comparado há duas semanas.

A queda no registro médio de mortes é ainda mais significativa e ontem chegou a 28 registros diários, 42,3% menor que 14 dias atrás. No dia 12 de agosto a média móvel era de 34 óbitos.

Municípios do oeste com mais casos, Cascavel e Foz do Iguaçu apresentam cenário semelhante. Cascavel recuou ontem para o nível de risco baixo na matriz que calcula o risco em saúde no enfrentamento à pandemia da covid-19. Em Foz, que há cerca de 30 dias registrava em média 100 casos diários, a média móvel é de 46,43 confirmações.

Maior cautela

“Nós registramos uma queda significativa no número de casos, mas isso não significa que passamos do pico da doença, apenas que a velocidade de transmissão do vírus está menor. Não podemos nos basear apenas no número de casos para avaliar o cenário geral. Há outros indicadores que mostram que a situação ainda é complicada: a ocupação de leitos, que se mantém entre 70 e 80%, a taxa de letalidade, e também a incidência, que mostra que o risco ainda é alto. Ou seja, estamos em outra fase da pandemia, a da desaceleração, e temos uma curva em decréscimo, mas agora é hora de reforçar as medidas de prevenção e todo o mundo fazer a sua parte. Temos que ter consciência de que há risco de alta e, inclusive, de uma segunda onda. Distanciamento social e uso de máscara e álcool gel nesse momento são decisivos”, alerta o gerente-técnico da Vigilância Epidemiológica de Foz do Iguaçu, Roberto Doldan.

Ele observa ainda que, no Paraná, apesar da redução de casos e mortes, ainda não há decréscimo da curva. “No Paraná, além dos outros indicadores que citei, podemos observar que a curva está no chamado platô, ainda não começou a cair. Por isso é preciso a colaboração da população neste momento. As medidas de flexibilização são necessárias, a retomada econômica também, mas elas implicam em prevenção e cuidados redobrados. Temos que lembrar que não há vacina nem tratamento eficaz, e fazer a nossa parte”.

Brasil: casos estáveis e mortes em queda

No cenário nacional a notícia também é positiva. Dados do Ministério da Saúde mostram desaceleração da doença. O Brasil registrou 304.684 casos de covid-19 de 9 a 15 de agosto (33ª semana epidemiológica), mostrando estabilidade em relação ao período anterior e estancando o movimento de queda iniciado há três semanas (29ª semana epidemiológica).

Já o número de mortes pela covid-19 caiu 2%. Foram 6.755 óbitos contra 6.914 no período anterior, segundo o Boletim Epidemiológico. Na média diária nessas semanas, a queda foi de 988 para 965, a segunda semana com média móvel menor do que mil óbitos por semana.

No total, o País alcançou ontem 3.456.652 casos e 111.100 mortes.

Duas cidades sem covid-19

Apenas dois dos 399 municípios do Paraná não registram casos do novo coronavírus: Boa Ventura de São Roque e Godoy Moreira, ambos na região central.

Boa Ventura de São Roque está na 5ª Regional de Saúde (Guarapuava) e integra a macrorregião Leste. A cidade tem população estimada de 6.387 pessoas. Já Godoy Moreira fica na 22ª Regional de Saúde (Ivaiporã) e integra a macrorregião Norte. A população godoense é de 2.946 pessoas;

O Paraná chegou ontem a 108.659 casos confirmados e 2.778 mortes em consequência da infecção. O aumento de um dia para o outro foi de 1.646 diagnósticos positivos e 27 óbitos pelo novo coronavírus.

Na região oeste, são 20.780 infectados e 290 óbitos em decorrência da infecção por covid-19. Ontem houve o registro de uma morte em Cascavel, que soma agora 115 vítimas.