BID exige que Ferroeste reforme margem de trilhos antes de leilão

A obra é uma exigência do BID, que pagará pelos reparos de pontos onde há risco de queda de rochas ou mesmo desmoronamento por conta de chuvas. São dez locais críticos que devem passar por essa avaliação e obra

BID exige que Ferroeste reforme margem de trilhos antes de leilão

Reportagem: Cláudia Neis

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Cascavel – Em meio ao processo de escolha da empresa que fará o estudo e o projeto da nova ferrovia, que vai ligar o Porto de Paranaguá até Maracahu (MS) e fará o ramal de Cascavel a Foz do Iguaçu, o DER (Departamento de Estradas e Rodagem) licita estudo e estabilização de taludes ao longo dos trilhos da Ferroeste. O valor máximo da licitação é de mais de R$ 16 milhões. “É uma exigência do BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento] que se faça esse trabalho de reparo/reforma em pontos onde há algum tipo de problema ou risco de queda de rocha ou mesmo desmoronamento por conta de chuvas; são dez locais críticos, que devem passar por essa avaliação e obra”, explica o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves.

O recurso para o estudo e as obras, que serão feitos pela mesma empresa, também são do BID, através de empréstimo realizado via Seil (Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística).

 

Prazos e fiscalização

A empresa será eleita com base em propostas de técnica (70%) e preço (30%). A previsão é de que a licitação seja finalizada entre julho e agosto e as obras ocorram no segundo semestre de 2021. “Uma licitação feita com recursos do BID leva um pouco mais de tempo, pois o banco acompanha e analisa cada fase. Acreditamos que até agosto, no máximo, já tenhamos uma empresa definida e que o estudo seja realizado em seis meses para que o projeto seja elaborado e, com o aval do BID, as obras possam começar” detalha André.

Ele acredita que as obras possam ser iniciadas no primeiro semestre de 2021, porém, o cronograma da vencedora precisará levar em conta o período de safra e as condições climáticas, organizando os trabalhos de maneira que não prejudiquem o fluxo na ferrovia.

A fiscalização dos trabalhos será feita por uma comissão própria da Seil.

 

Problemas diversos

Consta no anexo do edital que relata os problemas a serem resolvidos que, “após a vistoria nesses locais, tem-se uma somatória de problemas, desde o desmonte em rocha sem pré-fissuramento e excessiva carga de explosivos identificados anteriormente, até a falta de proteção superficial na região de solo, falta de berma [acostamento] no contato solo-rocha e drenagem superficial na berma e na crista do corte causando 24 rupturas no solo. Essa somatória de problemas identificados apresenta queda de blocos, processos erosivos superficiais bem como talude de corte negativos”.

No mesmo documento constam fotografias dos pontos a serem reparados com diferentes tipos de problemas: rochas com fissuras aliadas à falta de drenagem da água que trazem risco de desmoronamento; rochas perto das ferrovias; rupturas em taludes já existentes; locais sem nenhum tipo de proteção, apenas corte em terra e sem drenagem da água, nem mesmo canaletas, o que aumenta o risco de deslizamentos sobre os trilhos.

Estudo da Nova Ferrovia

André Gonçalves disse que a licitação para definição do consórcio que fará o estudo da Nova Ferrovia continua em curso: “Foram enviadas nessa quinta-feira (23) para o BID as propostas técnicas dos consórcios, assim que houver o retorno devem ser conhecidos os valores e em duas semanas acreditamos já ter um vencedor definido”, complementou.

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