Ato cobra solução para atingidos antes do alagamento

Capitão Leônidas Marques – Atingidos pela Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu se reuniram na tarde dessa segunda-feira (29) em frente à Prefeitura de Capitão Leônidas Marques em ato pela defesa dos direitos das famílias que ainda não negociaram suas terras com o Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu, formado pela Neoenergia e Copel. Cerca de 85 pessoas participaram do ato encerrado com passeata até o Fórum da cidade.

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De acordo com uma das representantes do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragem) Maristela da Costa Leite, o ato foi pacífico e lembrou as ações promovidas pelo Judiciário e pelo Pelotão de Choque da Polícia Militar semana passada, quando duas famílias tiveram suas casas e benfeitorias demolidas. Nesses casos, as terras eram arrendadas e as indenizações foram feitas aos proprietários. Os arrendatários, apesar de possuírem contratos, saíram sem nada. Hoje estão em casas alugadas no Município à espera de um posicionamento do empreendedor.

O clima no local ainda é tenso, principalmente porque na próxima semana está previsto o início do enchimento do reservatório da hidrelétrica, que vai alagar dezenas de propriedades em cinco municípios – Capitão, Capanema (os dois em maior proporção), Realeza, Nova Prata do Iguaçu e Planalto.

Mesmo com o prazo correndo, o MAB diz que 200 famílias ainda estão desassistidas, muitas nem mesmo procuradas pelo empreendedor. O produtor rural Isaías Loures é um deles e desde a semana anterior, quando as primeiras remoções judiciais aconteceram, acendeu uma luz de alerta. “Ainda não fui notificado pelo Consórcio de que devo sair. Achei que semana passada algo chegaria, mas até hoje [ontem] nada chegou”, conta.

Segundo ele, os agricultores estão apreensivos por conta de possível remoção.

O Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu foi procurado pela reportagem para informar quantas remoções ainda estão programadas e o ritmo das negociações com atingidos, mas não retornou.


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