Outubro já está correndo e, com ele, a campanha “Outubro Rosa”. Vale lembrar que esse é um movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade”.

Embora seja repetitivo, outubro dá ênfase a uma ação que deve ser diária, permanente durante todo o ano. O acesso a informação, nos dias atuais, como se sabe, é facilitado pela internet e a febre dos celulares. Se por um lado há a descrença e a cautela por conta das fake news, por outro se tem a facilitada nunca antes registrada na história. Mesmo a população de baixa renda, com menor educação e cultura, é alcançada pelas campanhas pelas estruturas públicas de saúde cada vez mais presentes na vida da população. A desinformação é um efeito colateral do desinteresse que precisa ser combatido a todo custo.

Setembro Amarelo, Outubro Rosa, Novembro Azul e tantas outras cores atribuídas aos meses do ano cumprem a função de alerta, porém, não substituem o “autocuidado”. No caso do câncer de mama, o autoexame é a principal arma ou ação de profilaxia que todas as mulheres têm à sua disposição, ao alcance do seu próprio desejo e interesse. Em 2021, com o cenário pandêmico, vários problemas foram potencializados, como a violência doméstica, tema que entra em consonância com a luta pela vida de quem tem a missão materna de “gerar” vida.

Mais uma vez, neste contexto, tanto o papel do homem, quanto da mulher saltam aos olhos de forma clara e definida. As “rosas de outubro” não simples flores de adorno, mas símbolos que precisam ser revitalizados em seus sentidos mais essenciais. Rosa são oferecidas em homenagem, sinal de respeito e afeição. Neste outubro, em especial, o O Paraná traz a cor rosa em sua capa em todas as edições (também no portal www.oparana.com.br), para lembrar que além dos cuidados com saúde física, também é preciso respeitar e reconhecer a importância das mulheres em todos os setores da sociedade.