Cascavel – No último dia 17, sexta-feira da semana passada, reportagem do Jornal O Paraná trouxe a público o grave problema enfrentado por pacientes e profissionais da UTI e Centro Cirúrgico do Huop (Hospital Universitário do Oeste do Paraná) pela falta do funcionamento do ar-condicionado que, segundo funcionários do hospital, apresentava problemas desde a segunda quinzena de novembro. Com a onda de calor registrada nas últimas semana em Cascavel, a situação estava “crítica e insuportável”.

Uma semana depois, a assessoria de imprensa do Huop informou que o problema, enfim, foi resolvido ontem (23). De acordo com a assessoria, desde que a falha no equipamento foi constatada, as equipes trabalhavam no conserto, mas foi confirmado que o defeito ocorreu no sistema do ar condicionado central, que possui equipamento complexo e que, portanto, foi necessária a contratação de uma empresa terceirizada.

Segundo o Huop, apesar da contratação ter sido feito de forma emergencial, foi necessário seguir todo o trâmite burocrático para que a execução do serviço pudesse ser realizada. Além disso, para amenizar o problema, um ar condicionado split já foi instalado nas unidades, provisoriamente, para amenizar a situação dos servidores e pacientes.

 

Relembre o caso

Os funcionários haviam relatado à reportagem que a UTI é um setor fechado que não tem nenhuma entrada de ar, já que todos pacientes internados estão em estado grave e, por ser um local de fácil transmissão de vírus e de bactérias, dentro do espaço não pode ser colocado outros aparelhos de ventilação, que podem prover e facilitar a transmissão de doenças entre os pacientes. Nos dias mais quentes bolsas de gelo e toalhas molhadas chegaram a ser colocadas sobre os pacientes para amenizar o calor.
O diretor geral do Hospital Universitário, Rafael Muniz de Oliveira, que conversou com a reportagem explicou que tanto a UTI geral, quanto o Centro Cirúrgico, utilizam a mesma central de distribuição de ar, mas que o sistema tem mais de 10 anos e, por ser antigo, apresentou problema mais graves que a equipe interna do hospital não conseguiu resolver.

Ele explicou ainda que seis geradores do sistema queimaram e todos precisaram ser trocados, num custo de R$ 180 mil somente para a troca.

 

Pulverizadores eletrostáticos já estão funcionando no Huop

 

Os 14 pulverizadores eletrostáticos entregues oficialmente ao Huop (Hospital Universitário do Oeste do Paraná), no início da semana já estão sendo utilizados. Os equipamentos, para a desinfecção do ambiente hospitalar, foram viabilizados por meio de emenda parlamentar deputado estadual, Gugu Bueno, no valor de R$ 484 mil. “Esse investimento é essencial para garantir a agilidade e a segurança dos servidores e dos pacientes do hospital”, comenta o deputado.

O pulverizador é utilizado após a desinfecção hospitalar de forma manual. O equipamento faz um envelopamento com o quaternário amônia, produto que não requer fricção, sendo eficaz apenas no contato com a superfície. A pulverização, portanto, gera a atração desse produto através da eletrostática para alcançar os locais onde o trabalho manual não foi alcançado. “A tecnologia desses equipamentos é fundamental para o hospital, ela faz com que a qualidade do serviço aumente, pois alcança espaços onde manualmente é muito difícil alcançar”, diz o reitor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Alexandre Webber.

O primeiro pulverizador foi disponibilizado em forma de comodato pela empresa Life Spray- Representação G3 para teste na unidade Covid-19 no Huop em maio desse ano. Após os estudos foi comprovada a eficácia do pulverizador. “Nos testes realizados no hospital, as alas em que utilizamos o aparelho tiveram as taxas de infecção hospitalar muito menores que as alas em que não utilizamos”, explica o Diretor Geral do Huop, Rafael Muniz.

No Universitário a desinfecção hospitalar é realizada diversas vezes ao dia, em diversos setores. Essa limpeza, chamada de terminal, abrange as superfícies verticais, horizontais, além do mobiliário. No caso de admissão de pacientes, por exemplo, o leito hospitalar somente é liberado após essa limpeza terminal, que agora deve ser realizada em todas as unidades com o pulverizador.

“A máquina veio para agilizar o processo de terminais, que é como chamam a técnica de desinfecção no hospital, além de servir para que a qualidade da desinfecção aumente garantindo a segurança do paciente em primeiro lugar, facilitando também a troca de leitos”, afirma a coordenadora do serviço de apoio do Huop, Eliane Comineti.