AMB formaliza apoio à AGU pela ação contra fabricantes de tabaco

Documento de apoio da Associação Médica Brasileira à ação pelo Ressarcimento ao SUS dos Gastos da Saúde com Doenças Relacionadas ao Tabaco foi enviado ontem

No mês em que se comemora o Dia Mundial sem Tabaco, a AGU (Advocacia-Geral da União) pediu à Justiça Federal que condene as fabricantes de cigarros e suas matrizes ao ressarcimento dos gastos da União com o tratamento de pacientes em 26 doenças ligadas ao consumo ou simples contato com a fumaça dos cigarros.

A Associação Médica Brasileira parabeniza e manifesta seu apoio à iniciativa da Advocacia Geral da União por entender que este passivo gerado pela indústria do tabaco, ao longo de décadas, precisa ser ressarcido ao erário, pelos elevados custos decorrentes do consumo de um produto que só traz males à saúde, para quem consome e para quem é exposto involuntariamente.

O tabaco é o produto que mais causa danos ao ser humano. No pequeno cilindro do cigarro encontram-se inúmeras substâncias tóxicas entre elas o monóxido de carbono, nicotina, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído e acroleína, além do alcatrão que é um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. Durante a combustão do tabaco são formadas mais de 7 mil substâncias tóxicas que causam danos a todos os órgãos do corpo.

A AMB comemora a atitude da AGU, principalmente num momento em que vem acompanhando com preocupação os recentes movimentos da indústria do tabaco para promover novas formas de consumo de nicotina. Modalidades como os dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), que inclui os cigarros eletrônicos (tabaco com nicotina na forma liquida ou em sais de nicotina – JULL) e os cigarros aquecidos (tabaco prensado), vêm sendo posicionadas como opções menos danosas em comparação ao cigarro convencional, em uma clara tentativa de glamourizar novamente o consumo de tabaco na sociedade brasileira, reconquistar antigos adeptos e alcançar novos públicos. Tanto o cigarro eletrônico quanto o cigarro aquecido entregam a nicotina por processo que gera vapor ao invés da fumaça do cigarro convencional.

Neste contexto, a AMB reforça que não há formas inofensivas de consumo de tabaco: seja no formato convencional, rapé, mascado, vaporizado ou aquecido, todos causam dependência e expõem o usuário e quem está em volta a uma série de doenças cardiovasculares, respiratórias e a diversos tipos de câncer.

Clique aqui e leia a nota de apoio da AMB na íntegra e conheça mais dados e informações a respeito do tabaco e seu consumo. 



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