Pelo segundo ano consecutivo, a Operação Verão 2018/2019 contará com um reforço bem específico. Agentes do Depen (Departamento Penitenciário) farão parte do efetivo que reforça o policiamento no litoral paranaense. A operação, que envolve outros dez órgãos e secretarias de Estado, já começou e segue até 10 de março de 2019.

Além de ampliar o número de guarda-vidas nas praias, o policiamento é reforçado com equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, além do Depen e outros órgãos de segurança.

A atenção é redobrada nos dias de maior fluxo de veranistas, principalmente na semana entre o Natal e o Ano-Novo, no Carnaval e nos fins de semana. Neste ano serão 80 dias de atividades, 24 a mais que no ano passado. A coordenação ficou a cargo do chefe da Casa Militar, coronel Maurício Tortato.

Neste ano, o Depen disponibilizará 16 agentes para a operação em duas etapas. Serão oito agentes de cada vez, selecionados de várias unidades no Estado para que não sobrecarregasse o trabalho dos que permanecem nas unidades.

“São agentes que já estariam de recesso, e abdicaram desse descanso para ajudar a reforçar o policiamento no litoral”, explica o assessor técnico de Segurança do Depen, Humberto Benigno.

Segundo Humberto, neste ano foi decidido novamente pela participação do Depen devido aos índices consideráveis de presos monitorados eletronicamente que fogem na região nesta época do ano. “O Depen está indo com a missão principal de atuar com os outros órgãos de segurança na recaptura de presos e nos problemas que acontecerem com os monitorados.”

O diretor da Regional Oeste do Sindarspen (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná), Thiago Correia, diz que a saída de alguns agentes aumenta a preocupação com a falta de efetivo nos presídios. “Essa situação partiu do próprio Depen permitir que os agentes pudessem trabalhar na Operação Verão. Temos, sim, um problema seríssimo no Depen que é a falta de efetivo e levar alguns agentes para a operação pode comprometer ainda mais este quadro, por outro lado, nós entendemos que é preciso oferecer mais segurança às pessoas no litoral e, com a saída apenas de agentes do setor administrativo, acredito que a gente consiga um equilíbrio”.