Curitiba – Das 399 cidades paranaenses, 144 já vacinam contra a covid-19 todos os adultos a partir de 18 anos. O número já corresponde a 36% dos municípios, cerca de um terço de todo o Estado. Entre as 144 cidades, 21 já encerraram a vacinação – o que significa que toda a população local com mais de 18 anos já foi convocada e, agora, as secretarias municipais de saúde fazem uma busca ativa pelas pessoas que ainda não se vacinaram. Esses municípios correspondem a 5,26% de todo o Paraná.

De modo geral, a maioria já chegou pelo menos à faixa dos 25 anos: são 352 cidades – 88,22% do total – avançando nesse recorte. O número reforça a estratégia de isonomia entre os municípios promovida pelo governo estadual desde o início da campanha de vacinação.

Apenas três municípios ainda estão na faixa dos 30 anos – Icaraíma (30), Tapira (30) e Marialva (31) – e outros 21 entre 25 e 29 anos.

Paralelamente, o Estado ultrapassou, nesta semana, o marco das 10 milhões de doses aplicadas. Após bater a meta, com duas semanas de antecedência, de vacinar até agosto 80% da população paranaense adulta com ao menos uma dose, o governo do Estado avança para alcançar 100% dos adultos até o fim de setembro. Atualmente, esse número está em 84,08%.

São 7 milhões de primeiras doses aplicadas, 2.669.602 de segundas doses e 315.447 doses únicas.

Os municípios que já concluíram a vacinação são Teixeira Soares, Porto Barreiro, Virmond, Antônio Olinto, Bom Jesus do Sul, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste, Altamira do Paraná, Corumbataí do Sul, Peabiru, Rancho Alegre d’Oeste, Inajá, Nova Aliança do Ivaí, São Pedro do Paraná, Terra Rica, Tamarana, Barra do Jacaré, Cambará, Ibaiti, Ariranha do Ivaí e Godoy Moreira.

 

Adolescentes

O Ministério da Saúde já confirmou que adolescentes de 12 a 17 anos serão incluídos no Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, com prioridade para quem possui comorbidades. A nova faixa etária será contemplada depois que toda a população a partir de 18 anos estiver vacinada com ao menos uma dose. Atualmente, apenas as vacinas da Pfizer/BioNTech foram aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para aplicação no grupo.

No Paraná, Toledo será a primeira cidade a iniciar a faixa de 12 a 17 anos, o que ocorre a partir desta sexta-feira (27).

 

10% ainda não procurou imunização

A partir de hoje, Toledo começa a vacinar adolescentes contra a covid-19. A meta é vacinar 100% da população com mais de 12 anos até o fim do mês. Contudo, a Secretaria de Saúde estima que 10% das pessoas aptas a serem vacinadas ainda não procuraram pela imunização.

De acordo com o diretor de Saúde de Toledo, o médico Fernando Pedrotti, cerca de 8 mil e 10 mil das cerca de 110 mil pessoas adultas não receberam a primeira dose.

 

 

3ª dose será aplicada a partir de 15 de setembro

 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nessa quarta-feira (25) que a aplicação da 3ª dose da vacina contra a covid-19 começa no dia 15 de setembro em idosos com mais de 70 anos e imunossuprimidos (pessoas que têm o sistema imunológico comprometido).

A dose de reforço tem sido defendida por especialistas diante do aumento de infecções entre imunizados com as duas doses e de evidências científicas de que a proteção induzida pelas vacinas cai ao longo do tempo. Países como Estados Unidos, Israel e Chile também adotaram a estratégia da 3ª dose.

Além disso, o ministério vai antecipar, também a partir de 15 de setembro, a aplicação da segunda dose dos imunizantes da Pfizer e AstraZeneca das atuais 12 semanas para oito semanas.

Segundo o ministro, no dia 10 de setembro a pasta finalizará a distribuição de imunizantes para a aplicação da primeira dose em toda a população brasileira com mais de 18 anos, o que abre espaço para a antecipação e o reforço vacinal. A partir do dia 15 de setembro, serão enviadas as doses de reforço para os imunossuprimidos – pessoas com câncer ou transplantados, por exemplo – que tenham tomado a segunda dose há pelo menos 28 dias e de idosos com mais de 70 anos que tenham tomado a segunda há pelo menos seis meses.

Há ainda 180 milhões de doses da Astrazeneca produzida no Brasil já contratadas para 2022, o que seria suficiente para uma dose de reforço em toda a população vacinável no ano que vem.