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COTIDIANO

Vem mais investigação

11 de dezembro de 2017 às 10:09
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Pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular, o vereador Celso Luiz Dal Molin (PR) chamou a atenção em 2017 após uma série de investigações da administração passada, principalmente na área de educação. Uma das denúncias virou CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que investigou contratos com empresas de autofossas. Ele já protocolou sete denúncias no Ministério Público e três delas viraram inquéritos.

Eleito em 2016 com 2134 votos, Dal Molin disputou outras eleições. Em 2012 ficou na suplência após fazer 1387 votos. Em janeiro de 2015 assumiu a cadeira de Paulo Bebber, afastado pela Justiça. Ele também disputou as eleições de 2008 (1420 votos) e 2004 (718 votos).

Em entrevista ao Hoje News Dal Molin fala sobre as investigações, intimidações e a função pastoral, entre outras coisas.

Papel do vereador

“2017 foi um ano bom, eu pude trazer muitas coisas que acredito que é da função do vereador. Muito se questiona qual é a função do vereador. É claro que a gente trabalha em várias áreas, várias situações, busca recursos e atende toda a comunidade, mas lembrando de que uma das principais funções do vereador é a fiscalização o Executivo. E esse foi um trabalho que eu fiz, fiscalizando o Executivo, principalmente das gestões passadas”.

Balcão de negócios

“A Educação virou um balcão de negócios, ela foi explorada ao máximo. A secretaria que teria que ser bem cuidada pela gestão é a que mais teve tirada recursos. Das denúncias que eu fiz a maioria é da Educação, as que estou investigando a maioria é da educação. São denúncias que vieram para nós de situações de dinheiro da educação que foram desviados”.

Mais sugadas

“Todo político quando vai para uma campanha ele fala ‘vamos ter uma saúde de primeira, uma educação de primeira e segurança’. Aí quando essa pessoa se elege ela tira, como estamos vendo agora, o dinheiro da educação e da saúde. Prometeu cuidar da educação e da saúde, mas as secretarias mais sugadas foram as da Educação e Saúde, com recursos que foram desviados de várias situações e de várias maneiras”.

Merenda

“Eu ainda estou levantando, mas temos grandes indícios de que houve desvios na merenda. Estou trabalhando há mais de quatro meses, estou com dificuldades porque não estar conseguindo documentos para provar o desvio. Como se trata de alimentos, ele não está mais aqui para comprovar uma situação de irregularidade na merenda. Temos indícios, temos até testemunhas, mas não temos o produto para comprovar isso, então talvez da merenda eu tenha que desistir porque não temos prova e toda a denúncia que eu faço, que levo ao MP ou apresento na Casa de Leis eu faço com provas, se não tiver provas não apresento”.

Mais investigações

“Ainda neste mês de dezembro estarei concluindo uma situação de investigação longa, que envolve várias empresas e provavelmente ainda neste mês eu levarei ao Ministério Público, estarei trazendo à Câmara de Vereadores, mostrando aos demais colegas mais uma falha. É mais uma situação de desvio de dinheiro onde houve uma situação de sugar o dinheiro da educação”.

Sanepar

“Temos também a situação d contrato da Sanepar com o Município de Cascavel, um contrato bem complicado, feito em 2004, um contrato que você encontra muitas falhas. Eu levantei as questões, levantei muitos documentos e posso dizer que do que eu preciso já tenho 80% da documentação para tomar uma providência. É uma situação que vai ficar para o ano que vem. Eu estou levantado documentação para mostrar que esse contrato tem que ser refeito porque ficaram muitas falhas nesta ação. O Município foi prejudicado por acertos e negociações feitas na gestão passada quando a Sanepar pagou em dinheiro para não cumprir algumas tarefas que deveria fazer e o Município aceitou. Eu não consigo saber onde foi gasto este dinheiro”.

Fundo

“Um por cento de tudo o que a Sanepar arrecada é repassada ao Município em um Fundo do meio ambiente e é pra ser usado no meio ambiente. O dinheiro foi repassado pela Sanepar, mas nós não temos a documentação de onde esse dinheiro foi aplicado. Esse 1% daria em torno de R$ 100 mil/mês, poderia chegar a R$ 1,2 milhão ao ano. Nós queremos saber o que foi feito com esse dinheiro”.

Intimidação

“Eu não dou espaço para a pessoa fazer intimidação. Quando a pessoa começa a falar o que não deveria, eu já comunico que essa ligação está sendo gravada e que vou levar aos responsáveis. Quando ela vem pessoalmente eu também dou um jeito de não aceitar essa intimidação. Houve algumas insinuações de vantagens [para ficar calado] e da mesma maneira eu há corto pela raiz. Falo que vai responder por isso, não continuo a conversa e não aceito. Quem me conhece já sabe que nem adianta começar a conversa. Toda a ligação que eu recebo ela é gravada e o que for feito para mim que eu não concordar vai para a Policia Civil para o Ministério Público para tomar as providencias”.

Medo

“Dá medo [as tentativas de intimidações], eu não vou dizer que a gente não fica com medo, mas é normal, não é aquele medo de parar o que estou fazendo, tanto é que eu não parei. Lembrando que eu comecei as minhas investigações em 2015, quando comecei com as horas-máquinas. Foi a investigação mais pesada que eu tive”.

Pastor

“Eu tive que dobrar o meu tempo de trabalho. Eu sou pastor e estou vereador. Realmente o que eu sou, minha devoção, meu trabalho é o pastorado, então sempre serei pastor e nunca vou abandonar essa missão que o Senhor me deu. Como pastor venho com a consciência de fazer a coisa certa, de fazer aquilo que é verdadeiro, aquilo que é puro, aquilo que é honesto. Eu vim com essa mentalidade para a Casa de Leis da nossa cidade e vim para fazer a coisa certa. Por isso tudo o que eu encontro e que não está de acordo, estou levando à tona e apresentando. Consigo compartilhar as duas situações me dedicando praticamente 24 horas por dia às duas funções, mas não está perecendo nem a minha obrigação como pastor, nem meu trabalho como vereador”.

Legislatura

“Estou muito contente com a atual Câmara de Vereadores. Dá para perceber a vontade de fazer a diferença, uma vontade de fazer política honesta, verdadeira. Esse quadro de vereadores de 2017 estamos vendo que está dando fruto, dando resultado”.

Futuro

“Continuar como vereador por mais três anos e depois terei que conversar com nosso Deus, nosso Pai, para ver o que vamos fazer. Como a minha vida é guiada por Deus, é guiada através de oração, é assim que vai continuar. Se Deus tiver novas metas vou aceitar e se Deus achar que acabou o tempo, eu paro. Isso vai ser colocado nas mãos do senhor”.

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