Vazajato: que lição já aprendemos

Por Carla Hachmann

Em uma semana morna de notícias importantes, o vazamento de mensagens trocadas entre o ex-juiz e o procurador da Lava Jato tem dominado os debates mais acalorados. Como sempre, é torcida fervorosa contra e outra mais fanática ainda, a favor. Um duelo de paixões.

A própria turma que estaria de posse das conversas diz que “vazou” apenas 1% do conteúdo que tem em mãos. Até agora, nada que derrube a República de Curitiba, mas suficiente para muito barulho. Isso porque na terra dos palpites, toda opinião é válida.

E a opinião já vem naquele estilo “eu sabia…”

De prático mesmo, o que se tira até agora do “vazajato” é que ninguém, absolutamente ninguém, tem sua privacidade protegida. Cuidado com o que você fala ou escreve no seu celular!

Segundo: a Lava Jato tinha alguns porões que talvez eram mais escuros que imaginávamos. Se eram ilegais ou imorais, já já iremos descobrir. Não se preocupe!

Terceiro: vai chover de colarinho branco-encardido da prisão tentando anular as sentenças da Lava Jato. Não interessa mais se são culpados. O ex-juiz-superministro-quase-santo Sergio Moro pecou. Era tudo o que uma boa galera torcia para acontecer.

Quase todos os grandes já passaram por isso. Há alguns anos o Wikileaks tira o sono de líderes mundiais, ex-líderes mundiais, personalidades etc. Ninguém sossegou até que o fundador, Julian Assange, fosse preso, há dois meses.

Uma coisa é certa: vem muita confusão por aí. Muito mais palpite e mais ainda quem tente levar alguma vantagem com tudo isso. Vazou, que se apure. Errou, que pague por isso. E sorria ao teclar: você também pode estar grampeado.



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