Curitiba – A equipe da Secretaria de Estado da Saúde tem exercido papel fundamental na logística que permite a chegada de insumos preparatórios para a campanha de vacinação contra a covid-19. A afirmação foi feita pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, no Cemepar (Centro de Medicamentos do Paraná), em Curitiba, nesta quarta-feira (13).

“Sem esses profissionais, o medicamento não chegaria aos hospitais. É o que vai acontecer agora: sem eles, não teria como a vacina chegar aos 399 municípios do Paraná para que todos os paranaenses sejam imunizados”, enfatizou o governador.

“É um exemplo de organização e seriedade. A máxima no Estado é que precisamos fazer a melhor aquisição possível, seja de um equipamento caro ou de uma luva ou seringa. E isso vem ocorrendo aqui no Paraná desde o início da pandemia, em março”, afirmou Ratinho Junior.

Ele também fez um agradecimento pela dedicação dos profissionais da saúde envolvidos em toda a linha de frente do combate ao novo coronavírus.

Como o Paraná vai seguir o PNI (Plano Nacional de Imunização) elaborado pelo governo federal, a expectativa é de que o processo de imunização possa começar ainda neste mês. É no Cemepar que o Estado armazena seringas, agulhas, máscaras, aventais e demais itens necessários para a imunização. Apenas em relação a seringas e agulhas o Paraná conta com 11 milhões de unidade. Número que saltará para 27 milhões nos próximos dias após nova rodada de compras.

Ratinho Junior reforçou que o Paraná passou a ser referência para o País na compra de equipamentos e insumos usados no tratamento da doença. Lembrou que o Estado conseguiu pagar o valor mais baixo por respiradores: R$ 40 mil a unidade. Segundo a pesquisa do G1, houve compra de respiradores por até R$ 226 mil a unidade, em outros estados.

“Tivemos exemplos ruins em outros estados, com alguns escândalos mesmo diante de uma crise de saúde tão grave. Por isso precisamos ressaltar a competência e seriedade dos profissionais, servidores do Estado. Gente que dedicou uma vida profissional inteira para cuidar da saúde do Paraná”, afirmou Ratinho Junior. “Tenho muito orgulho, como paranaense e como governador, de poder trabalhar com uma equipe como essa”.

Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto ressaltou que é essa expertise técnica do grupo que fará com que a vacina contra a covid-19, tão logo seja liberada pela Anvisa, comece a ser aplicada em até 72 horas nos paranaenses que integram o grupo prioritário.

A base é formada por cerca de 90 mil profissionais da área da saúde que atuam na linha de frente do combate à covid-19, 10 mil índios acima de 18 anos mapeados em comunidades isoladas de 30 municípios do Estado e 10 mil idosos institucionalizados em asilos e casas de repouso.

 

1ª dose da vacina

Segundo Beto Preto, o planejamento da Secretaria da Saúde prevê que aproximadamente 4 milhões de paranaenses recebam a primeira dose da vacina até maio – de acordo com a estimativa mais recente do IBGE, o Paraná tem 11.516.840 habitantes. “O Paraná será imunizado por completo, muito por conta da experiência desses profissionais que formam a saúde do Estado”, afirmou o secretário.

A CGE (Controladoria-Geral do Estado) elaborou orientações a servidores sobre a atuação durante a pandemia, na área administrativa. Ainda em abril do ano passado, a CGE expediu a Resolução 30/2020, com recomendações para órgãos e entidades da administração pública quanto à dispensa de licitação para as compras emergenciais.

Em seguida, foi divulgado o Guia para Contratações Emergenciais – Covid-19, sobre aquisições de bens, serviços, inclusive de engenharia, e insumos de saúde, com dispensa de licitação. Esse material e outras orientações podem ser acessados na página da CGE, na aba Covid-19, ou no site coronavirus.pr.gov.br, na aba de transparência.

 

 

O que é o Cemepar

O Cemepar (Centro de Medicamentos do Paraná), em Curitiba, possui 3.630 metros quadrados de área total e capacidade de armazenamento de 6.142 metros cúbicos. É responsável, no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde, pelas operações logísticas de recebimento, armazenamento e distribuição de medicamentos, soros e vacinas para as 22 Regionais de Saúde e para a capital do Estado.

 

Especificamente em relação à Rede de Frio, o Cemepar conta com a seguinte estrutura:

– 392 m² de armazenamento em câmaras frias de 2º a 8º C, com expansão de 120 m² prevista para janeiro de 2021

– 30 m² de sala climatizada (15º a 25º C) para instalação de 08 ultrafreezeres (-70º C), com possibilidade de expansão em duas fases subsequentes

– 4 caminhões com baús refrigerados e sistema de rastreamento via satélite, de frota própria, para transporte

 

O que o Paraná já tem disponível para o início da vacinação contra a covid-19:

– 11 milhões de seringas já adquiridas

– Registro de preço para aquisição de 16 milhões de seringas

– 21 câmaras frias já adquiridas e 180 em processo de aquisição

– Contratação de 31 câmaras frias para armazenamento em parceria com o governo federal

– 1.850 salas de vacinação aptas, em estratégia com os municípios

– Possibilidade de ampliação de locais de vacinação com a estratégia extramuros

– R$ 200 milhões na LOA 2021 (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para aquisição de vacinas

– Abertura de processo de compra de agulhas

– R$ 22 milhões para aquisição de EPIs: máscaras, luvas, gorros, avental, algodão

– Freezers (produção de gelo) e equipamentos de ar-condicionado já adquiridos

– 4 contêineres refrigerados de 40 pés para armazenamento de 100 mil doses de vacinas cada no Cemepar

– 17 ª Regional de Saúde já locou um contêiner de 20 pés para armazenamento de 50 mil doses de vacina

– 4 caminhões refrigerados para distribuição de vacinas e possibilidade de aquisição de novos veículos

– Perspectiva de implantação de câmaras modulares para armazenamento de frios nas 22 Regionais de Saúde

 

Foto: Rodrigo Felix Leal e Jonathan Campos/AEN