Após ser reprovado no 2º ano do Ensino Médio em 2014, um estudante pediu à direção do Colégio Estadual Wilson Joffre, em Cascavel, a revisão da prova por não concordar com o resultado. Ele protocolou em dezembro daquele ano o pedido de revisão do resultado final, mas o colégio não aceitou.

O estudante Guilherme Taborda da Rocha protocolou então novo requerimento no NRE (Núcleo Regional de Educação), que sugeriu a aprovação do aluno. Em março de 2015, no entanto, a direção e duas pedagogas da escola decidiram revisar o caso e a reprovação foi mantida.

Inconformado, o estudante entrou na Justiça, representado pela sua mãe, Nilza Taborda da Rocha, para obter documentos (livros de registro de classe, calendário escolar, regimento escolar atualizado, dentre outros) para uma futura ação judicial com a proposta de reverter a reprovação.

A sentença definitiva foi proferida na última quarta-feira, quatro anos depois, e publicada ontem no Diário de Justiça ordenando que o Colégio exiba os documentos solicitados.

Sem eficácia

O advogado Silvio Nascimento Franca, que moveu o processo do aluno, diz que a sentença já não tem mais eficácia. Segundo ele, o estudante mudou de colégio, concluiu o Ensino Médio e hoje está matriculado em curso superior. A reportagem não conseguiu contato com o estudante.