COTIDIANO

Produtores rurais voltam a protestar e bloqueiam acesso à usina

24 de junho de 2015 às 11:37
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Capitão Leônidas Marques – Famílias atingidas por um equívoco do operador da Usina de Salto Caxias, em junho do ano passado, voltaram a protestar. Depois de bloqueio na ponte do rio Iguaçu, na BR-163, na segunda-feira (22), elas bloquearam na terça (23) o acesso à usina, entre Capitão Leônidas Marques e Boa Vista da Aparecida.

As famílias fizeram acampamento provisório, com barracas, na frente do escritório da Copel, em Capitão. Cerca de 150 manifestantes atearam fogo em pneus para demonstrar sua revolta com a demora na solução de um problema que segue para o 13º mês.

“Quem está em situação de dificuldades tão sérias têm pressa”, afirma um dos atingidos.

O impasse está no número de famílias a serem indenizadas. O MAB (Movimento de Atingidos por Barragens), afirma que são 310 e a Copel reconhece apenas 94. Os estudos e ajustes foram feitos nos últimos anos, inclusive por técnicos da empresa.

O problema ocorreu em junho de 2014, quando a usina segurou o nível de água na represa da usina o máximo que pôde para evitar danos maiores às regiões abaixo e ao canteiro da Usina de Baixo Iguaçu.

Depois de perceber que a chuva seguiria e que o limite de segurança havia chegado, o operador abriu as comportas de uma única vez.

“Sem aviso, um enorme volume de água foi lançado no rio e invadiu nossas propriedades e provocou perdas sérias”, segundo o agricultor Sidnei Martini.

Uma nova reunião está agendada para esta quinta-feira (24), em Cascavel.

(Com informações de Jean Paterno)

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