RIO – Durante a inauguração do Corredor Transolímpico, neste sábado, o prefeito Eduardo Paes deu um recado para as máfias de taxistas encontradas na cidade do Rio de Janeiro.

– Tem que ampliar a fiscalização, jogar duro agora. A maioria dos profissionais de táxis são muito sérios. O que a gente não pode admitir é que maus profissionais não só manchem a imagem da cidade como da própria categoria. Acho que deve ser uma luta dos próprios taxistas – disse. Vale ressaltar que cabe à prefeitura a fiscalização dos taxistas. Máfia dos táxis

No GLOBO deste sábado, em temporada no Rio de Janeiro para um intercâmbio e um estágio, as jornalistas americanas Anne Branigin, de Reston, na Virgínia, e Jonell Yablonski, da cidade de México, no estado de Nova York, toparam o desafio proposto pelo jornal. Para sentir na pele o que os demais turistas estão prestes a vivenciar, às vésperas da Olimpíada, elas teriam que testar duas maneiras de se deslocar do Aeroporto do Galeão, na Ilha, até Copacabana: de táxi e de ônibus.

Anne ficou encarregada de fazer o trajeto de transporte público. Já Jonell deveria realizar o percurso em um táxi, ambas falando apenas inglês. O ponto de partida foi o balcão de informações do aeroporto internacional.

Enquanto Anne foi orientada a pegar um ônibus executivo, cuja passagem custa R$ 16, Jonell foi direcionada à porta do terminal, onde encontraria uma fila de táxis amarelos. No entanto, antes de chegar à saída, ela foi abordada por um suposto taxista, que a encaminhou para um veículo preto sem qualquer identificação nem taxímetro. Apesar de levar duas horas para chegar ao destino de ônibus, Anne contou que o trajeto, que passa pelo Aeroporto Santos Dumont e diversos bairros do Rio, foi agradável. Jonell, no entanto, não ficou satisfeita ao fim da corrida: o motorista cobrou R$ 260, quase quatro vezes o valor normal (em veículos com taxímetro). Confira os relatos das duas.

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