ECONOMIA

Polo Têxtil: iniciada a construção da primeira estrutura em Cascavel

25 de maio de 2022 às 08:14
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Começou a ser construído neste mês de maio a primeira estrutura que será a base de ações e de treinamento do Polo Têxtil de Cascavel, o pontapé inicial do projeto. Inicialmente, estavam tratando espaço como barracão, mas de acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico de Cascavel, Hivonete Picoli, a estrutura é um pouco diferente, formada por contêineres e uma parte de construção, mas “a ideia é a mesma”. O espaço fica no bairro Brasmadeira, região Norte da cidade.

A ideia é com a criação do Polo Têxtil, que está sendo criado por meio de uma iniciativa do Poder Público e da classe empresarial, é de fortalecer o setor, gerar mais renda, qualificar mão de obra e ainda auxiliar na administração das empresas ligadas ao tema. Nos espaços, serão realizados ações e treinamentos, consolidando o setor para que possa levar o nome de Cascavel às mais diferentes regiões, gerando negócios e renda.

Hivonete Picoli explicou que uma licitação foi concluída e a outra está sendo estudada para a construção de mais uma estrutura perto do Estádio Olímpico. Segundo dados repassados pela a secretaria, a cidade tem cerca de 2 mil faccionistas formais e mais de 3 mil que ainda trabalham na informalidade, por isso, a importância de promover as políticas públicas para este setor para auxiliar na formalização das empresas, além de ampliar as possibilidades de negócios e renda.

O polo está sendo criado por meio de uma parceria de um comitê gestor com várias entidades, um grupo de trabalho que desenvolve as ações que fomente o setor. “Estamos nesse grupo de trabalho construindo um modelo de gestão que seja eficiente”, salientou, lembrando que o polo têxtil vai dar atenção às mais diferentes segmentações da cadeia da fabricação de roupas e confecções.

 

Dia da Costureira: mãos, linhas, agulhas, tesouras e dedicação ao trabalho

Cascavel – Você sabia que no dia 25 de maio é comemorado o “Dia da Costureira”. Esta, que é uma das profissões mais antigas e tradicionais da história, tem vários pontos importantes a serem celebrados, por isso, a data destaca a profissão e valoriza cada profissional dedicado ao setor. Dados da Associação Brasileira do Vestuário apontam que 87% do total de 1,3 milhão de profissionais que atuam com costura no país são mulheres, uma atividade que movimenta, em média, R$ 4,5 bilhões por ano no país.

Muitas dessas costureiras são empreendedoras ou micro empresárias e associadas, por exemplo, Amic PR (Associação de Micro e Pequenas Empresas do Paraná), uma entidade empresarial que atua na capacitação, crescimento e melhor competitividade para os pequenos negócios. De acordo com a presidente da Amic PR, Sonia Xavier, a associação está sempre de portas abertas para todo empreendedor, especialmente as mulheres.

Dados de uma pesquisa sobre empreendedorismo feminino no Brasil, apontam que 49% das mulheres empreendedoras são chefes de família e 40% são MEIs (Microempreendedoras individuais), demonstrando que é cada vez mais importante que elas busquem capacitação e apoio de entidades associativistas. Para melhorar o setor, a Amic promove periodicamente cursos e atividades que possam auxiliar mulheres e empreendedores no geral.

Eliane Fonseca é uma delas. Há 25 anos no ramo da costura, ela garante que acompanhou de perto a evolução das máquinas e, também, as atualizações do setor. Com o olhar empreendedor e muito estudo, em 2015 ela decidiu abrir a própria empresa de uniformes e, atualmente, ministra curso para iniciantes que querem crescer nesta área.

“Eu aprendi a costurar com a minha mãe quando era criança e passei a trabalhar em casa. Foi necessário ter persistência porque não se aprende a costurar do dia para a noite”, contou. Ela lembrou ainda que é associada há cerca de quatro anos na Amic, aonde já participou de várias palestras sobre marketing, e que este tipo de suporte para quem busca empreender e para quem empreende, é bem importante para quem não “quer parar no tempo”.

Outra costureira é Valquiria Aparecida, especialista no setor de utensílios do lar, com foco na produção de enxoval para bebês. “Eu sempre gostei de costura e aprendi sozinha. Antes de casar ganhei minha primeira máquina de costura e não parei mais. No começo, fazia as roupinhas para que os meus filhos fossem nas festinhas de escola. Na juventude, também pegava retalhos na casa de uma amiga da minha mãe e costurava roupas para as bonecas. Costurar é o que eu mais amo fazer”, disse a costureira.

 

 

 

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