Os viticultores até esperavam uma boa retomada no cultivo de uvas na região de Toledo, mas o frio tardio de agosto castigou os parreirais e agora, que seria o período de intensificar a colheita, muitos produtores nem mesmo têm a fruta nas videiras.

A estimativa dos próprios produtores é que as perdas possam chegar a 80%. É o caso do viticultor Edemar Rochemback. “Perdi em torno de 80%. Foram os efeitos das massas de ar frio registradas em agosto, justamente no período de brotação. A redução é verificada em toda a região”, lamenta.

Do parreiral em produção, em 12 mil metros quadrados, Edemar esperava colher 20 toneladas, mas neste momento ele estima que não deve passar de 2,5 toneladas. Prejuízo certo para uma cultura que exige muita dedicação, cuidado extremo e mão de obra especializada.

Parte dos produtores até conseguiu colher um pouco nos últimos dias, sobretudo na variedade Vênus, de mesa. Neste momento o pouco que resta nos parreirais só deve estar pronto para a colheita nas semanas do Natal e do Ano-Novo. “Infelizmente estamos colhendo pouco e uva produzida na região agora, só lá pelo dia 20 de dezembro”, completa o produtor.

O produto que tem sido comumente encontrado nos mercados tem vindo de regiões como o Vale do Ivaí, onde os parreirais foram menos castigados pelo frio.

Na região de Toledo a fruta já chegou a ocupar 45 hectares há alguns anos e, neste cultivo, soma em torno de 8 hectares. A expectativa inicial era produzir 135 toneladas, mas não deve passar das 30 toneladas.