Em um time, cada jogador possui uma função, responsabilidade e posição em quadra ou em campo. Cada atleta da equipe importa e faz a diferença. Em 2021, a Superintendência Geral do Esporte precisou tomar medidas estratégicas para vencer a Covid-19, trabalhando em conjunto com outros setores.

O principal reforço veio da Secretaria estadual da Saúde, com a elaboração dos protocolos sanitários que garantiram a retomada do esporte no Paraná. Os resultados foram positivos: 11 competições, envolvendo 135 mil pessoas, além de da execução de três programas e cinco novos projetos, concretizando um esforço coletivo em prol do esporte, da saúde e do bem-estar da população paranaense.

A Superintendência Geral do Esporte contou com o apoio de todo seu quadro de servidores, com os polos regionais, terceirizados, estagiários e bolsistas – 162 pessoas trabalharam diretamente na retomada do calendário esportivo.

Segundo o diretor de esportes, Cristiano Del’Rei, foi necessário um planejamento cauteloso com revisão técnica das competições e reformulação dos formatos, além do protocolo sanitário em parceria com a Saúde. “O grande desafio foi convencer toda a comunidade que os protocolos adotados trariam a segurança para os participantes”, explica.

PONTAPÉ INICIAL – Em agosto, quando a vacinação contra a doença tinha ultrapassado seis meses, os Jogos Escolares do Paraná (JEPs) deram o pontapé inicial no calendário, totalmente reestruturado para garantir segurança dos alunos-atletas – com alojamento apenas para finalistas, maior número de ônibus de deslocamento, mais datas de jogos e sem a presença de público, entre outras medidas.

A coordenadora dos JEPs, Márcia Tomadon Moreira, conta que foi preciso muito planejamento e que todos os participantes (atletas, técnicos, arbitragem e membros da organização) foram testados antes da competição.

“Os testes deram credibilidade e segurança. Precisamos de coragem para realizar o evento. A maior alegria foi ver nossos atletas seguindo para a etapa nacional e conquistando o primeiro lugar geral dos Jogos Escolares Brasileiros”, afirma Márcia.

COMPETIÇÕES  Desde então 11 competições foram realizadas: Verão Paraná, Jogos Escolares, Jogos Universitários, Jogos da Juventude, Jogos Abertos, Jogos Abertos Paradesportivos, Jogos de Aventura e Natureza, Jogos Abertos do Paraná Master, Jogos da Integração do Idoso, Jogos Paraná Combate e Paraná Bom de Bola.

“O Paraná foi um dos primeiros a retomar os Jogos Escolares e todos os outros jogos que fizemos contaram com protocolo sanitário rígido, desenvolvido em conjunto com a Secretaria de Saúde”, diz o superintendente geral do esporte, Helio Wirbiski.

“O governador Ratinho Junior e o secretário Beto Preto ajudaram com responsabilidade e deram apoio ao esporte para que isso acontecesse naturalmente. Ficamos com sentimento de gratidão após todo trabalho”, enfatiza Wirbiski.

VERÃO – Em 27 de dezembro, a Superintendência Geral do Esporte inicia as suas atividades nas praias paranaenses. Guaratuba, Matinhos, Pontal do Paraná, Ilha do Mel, Antonina, Morretes,  Guaraqueçaba, além das praias de água doce de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste, contarão com diversas ações de esporte e lazer para a população em geral.

Com 250 profissionais, a expectativa é realizar mais de 350 mil atendimentos, entre atividades esportivas, de lazer e recreação.

EXEMPLO – Um exemplo de como o esporte impacta a rotina das pessoas é de Anna Beatriz da Silva Santos. Em junho de 2019, Anna foi atropelada por um carro e ficou paraplégica. Depois da longa recuperação, a natação surgiu como lazer e também como reabilitação.

Em 2021 participou das suas primeiras competições, estreando nos Jogos Escolares do Paraná, que a credenciaram a participar da 14ª edição das Paralimpíadas Escolares.

“Até os jogos, a Anna não tinha vivido ou convivido com outras pessoas com deficiência. Em São Paulo, ela viveu uma experiência incrível, que mostrou que ela pode tudo, inclusive namorar.  Para nossa família, o esporte e a própria competição foram verdadeiros presentes. A Anna voltou diferente, mais desenvolvida e ainda mais guerreira”, conta a mãe da atleta, Quesia da Silva José dos Santos.

Anna conquistou três ouros na competição: 50m livres, 100m livres e 50m costas. Para Quesia, o esporte pode ser uma motivação para a filha iniciar os estudos em Educação Física ou para continuar competindo. “Ela percebeu que a deficiência dela não é limitação, conhecer outros atletas foi incrível”, afirma.

(AEN)