Operação Verde Brasil: Multas na Amazônia somam R$36 milhões

Os recursos são destinados ao Tesouro Nacional.

Brasília – A Operação Verde Brasil contabilizou, no primeiro mês de operações, 112 termos de infração aplicados, que totalizam R$ 36,37 milhões em multas, de acordo com balanço divulgado ontem (23) pelo Ministério da Defesa. Os recursos são destinados ao Tesouro Nacional.

Governo do Paraná

As multas foram aplicadas principalmente pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) por práticas ilícitas como mineração e garimpo ilegal, desmatamento e apreensão de madeira.

A Operação Verde Brasil é a ação governamental voltada ao combate aos incêndios e crimes ambientais na Amazônia. O governo federal decretou, em 23 de agosto, a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) Ambiental para ampliar as equipes em atuação na Amazônia para o combate ao fogo e investigação de ilícitos nas regiões afetadas.

Na última sexta-feira (20), a GLO foi prorrogada até 24 de outubro nas áreas de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas dos estados da Amazônia Legal.

De acordo com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, a GLO gerou um efeito dissuasivo entre aqueles que cometem crimes na Amazônia legal. “Pessoal que estava fazendo algum ilícito, some. [A presença de militares e de outros agentes] ajuda a prevenir ilícitos e incêndios”.

Ao todo, foi empregado efetivo de 8.170 militares e integrantes de agências municipais, estaduais e federais; 143 viaturas; 12 aeronaves; 87 embarcações. O resultado é de 28 veículos apreendidos; 63 pessoas apreendidas ou detidas, além das 112 multas.

Queimadas

De acordo com balanço do Cesipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), baseado nos dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), os focos de calor na floresta amazônica, no bioma Amazônia, somaram 30.901 em agosto deste ano, quase o triplo dos 10.421 focos registrados em agosto do ano passado.

Em setembro, esse número caiu para 17.095, abaixo dos 24.803 registrados no ano passado e abaixo da média histórica de 33 mil focos.

A Amazônia Legal é composta ainda pelo bioma Cerrado, este mais suscetível a incêndios nessa época do ano, e pelo Pantanal.

Bolsonaro na Assembleia na ONU

O presidente Jair Bolsonaro participa nesta terça-feira (24) da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Será a primeira vez que ele participará do evento, que reúne anualmente a maior parte dos chefes de Estado do planeta.

Tradicionalmente, cabe ao presidente do Brasil fazer o discurso de abertura na Assembleia da ONU. Bolsonaro já deixou claro que o ponto principal do seu pronunciamento será a defesa das ações do governo na Amazônia, após a repercussão negativa dos incêndios que vêm ocorrendo na região ao longo das últimas semanas.

Ele deve argumentar, entre outras coisas, que as queimadas estão na média dos últimos 15 anos e defender a soberania do Brasil, e dos demais países amazônicos, sobre esse território.

Ele prometeu “não brigar com ninguém” e que fará um discurso objetivo. Na visão de Bolsonaro, há uma tentativa de desconstruir a imagem do Brasil no exterior, e isso precisa ser enfrentado, pois pode prejudicar o agronegócio do país, caso essa crise possa gerar sanções comerciais ao país.

Segundo a Presidência da República, o discurso de Bolsonaro também deve abordar medidas tomadas pelo governo na economia e em temas como combate à corrupção e segurança pública. Na única reunião de alto nível prevista, o presidente deve se encontrar com o secretário-geral da ONU, Antonio Gutérrez.

Mosquito da dengue nas áreas externas

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