A Receita Federal divulgou nesta segunda-feira (19) o balanço parcial de apreensões da Operação Escudo.

Uma das retenções destacada no balanço ocorreu no último sábado (17). Por volta de 10h, foi fiscalizada uma viajante que trazia um CD Player para uso profissional em estúdio. O equipamento, originário da Grã-Bretanha, foi valorado em mais de U$ 9,6 mil. A viajante, que admitiu ser contratada para trazer a mercadoria, apresentou uma fatura falsa de U$ 490. Foi emitido um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) com valor de mais de R$ 34,9 mil reais, o valor mais alto de todo o período da operação.

Além dessa, outra fiscalização resultou na retenção de uma mercadoria incomum. Quatro mineradoras de criptomoedas (Bitcoins) encontradas com um casal de Caxias/RS que viajava em um Jeep Renegade. Disseram se tratar de computadores usados que teriam trazido para manutenção. Durante a entrevista, caíram em contradição e acabaram admitindo que se tratava de mineradoras de criptomoedas usadas e que as levariam para o Rio Grande do Sul. O valor de cada uma ultrapassa R$ 12 mil.

As fiscalizações na PIA (Ponte Internacional da Amizade) também impediram a entrada de mercadorias diversas além de drogas, medicamentos, cigarros e outros produtos prejudiciais à saúde. Já as equipes volantes, que estão fiscalizando a região urbana e estradas da região de Foz do Iguaçu e Cascavel, também apreenderam grande quantidade de mercadorias, 23 veículos, 5 ônibus, 3 caminhões e aproximadamente R$ 7,2 milhões de reais.

Em sua maioria, são eletrônicos, grande quantidade de celulares e notebooks. Também foram apreendidas duas grandes cargas de vinhos estrangeiros descaminhados, cerca de 3 mil garrafas avaliadas em R$ 496 mil, além de mais de 1 mil pneus em estabelecimentos comerciais sem comprovação de regular importação avaliados em aproximadamente R$ 150 mil. Uma das apreensões que se destacou foi a de um veículo com cerca de R$ 130 mil em celulares em fundo falso apreendido na região de São Miguel do Iguaçu.

Esses resultados reforçam a certeza da importância que operações como a Escudo tem no combate ao descaminho e contrabando na fronteira mais movimentada do país. A atividade da Receita Federal na fronteira é fundamental para proteção da indústria nacional e promoção da geração de empregos no País evitando a concorrência desleal. Além disso, ações que fortaleçam a fiscalização na fronteira são extremamente importantes para a proteção da sociedade, pois evitam a entrada de produtos perigosos como armas, munições, drogas, cigarros e medicamentos ilegais.

Dessa forma, a Receita Federal prorrogará a Operação Escudo por período indeterminado e com número de servidores variável de acordo com a conveniência e oportunidade. Na terça-feira (20), nova equipe de servidores vindos de diversas regiões do País continuará os trabalhos sob a supervisão e expertise das equipes de Foz do Iguaçu.

Fonte: Receita Federal