Sempre convém refletir sobre ser um ser humano bom e praticar o bem sob todas as coisas.

O que tenho aprendido com os estudos e no exercício da minha profissão, desenvolvendo a bioliderança®, é que, realmente, ser bom não é um comportamento para pessoas molengas.

A ambiguidade se faz presente em nosso dia a dia no simples e no mais profundo desenvolvimento do ser.

A paixão, por exemplo, é uma coisa boa? A resposta é quase automática para o sim. E se essa paixão estiver direcionada à mulher do vizinho?

A água parece ser boa, de fato, mas, se você estiver se afogando, ela ainda lhe parecerá boa?

Judite, ao decapitar Holofernes após tê-lo seduzido, invocou o bem ou o mal para livrar seu povo das garras do tirano?

Existe realmente o bem e o mal e precisamos diariamente exercitar nosso corpo para que ele possa saber diferenciar o que é mau e o que é bom.

E o normal está em nosso corpo escolher o mau por confundir erroneamente com o bem. Pois é, nem sempre aquilo que é bom é agradável. Quantas vezes temos que acordar de madrugada, com os olhos sujos de remelas, cansados e tristes para trabalhar, atender nossas demandas? Para muitas pessoas, fazer isso traz muitas dores físicas mesmo. Eu entendo e percebo isso diariamente nos atendimentos com gestores pelo Brasil, assim como em palestras e treinamentos.

 

Se em nosso mundo material a ambiguidade existe, torna-se nosso dever abrir o caminho para o bem absoluto. Tenho sentido na alma, no corpo todo que este trabalho não é para molengas.

 

Será que conseguimos parar de desviar dos objetivos na escolha de um bem? Como fazer para escolher um bem maior?

 

O peregrino deve ter em seu coração o seu lar, mesmo que passe a vida inteira passando em várias vilas, e o mesmo para você, que possui uma meta de emagrecer e passa o dia todo comendo chocolate. Você cai no mesmo erro do peregrino.

 

Quais são os seus objetivos e o quanto você já se perdeu? Em algum determinado momento chegará a hora de você escolher um sacrifício e não espere encontrar o caminho de casa de repente, sem esforço ou sacrifício de sua parte.

Com um objetivo na cabeça, procure escolher um sacrifício que deixará você mais perto dele.

Sinto que os objetivos mais mundanos ainda estão bem distantes do nosso objetivo principal: o Céu. Mas o feito é melhor que perfeito, então, fazendo o pouco a pouco já ajudará a compreender o que de fato é bom.


Juliano Gazola é fundador da Bioliderança® no Brasil, business executive coach, reprogramador biológico

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