O ator Sean Connery, cujo nome de batismo é Thomas Connery, morreu na manhã deste sábado (31), aos 90 anos. Astro de grandes produções, foi seu papel de James Bond que o eternizou nas telonas. Connery estrelou seis filmes do agente 007. O anúncio de sua morte foi feito na manhã deste sábado pela família do ator à BBC. Ele morreu enquanto dormia, durante estada nas Bahamas. De acordo com a BBC, o ator enfrentava problemas de saúde havia algum tempo.

Nascido em 25 de agosto de 1930 em Edimburgo, nas Escócia, em uma família humilde, ele ingressou na Marinha Britânica, onde ficou por três anos. Sua entrada no showbizz começou quando ele virou fisiculturista e passou a trabalhar como modelo. Depois de concorrer a Mr. Universo em 1953, trabalhou como extra em várias produções teatrais. Ainda na década de 1950, foi ganhando papéis de maior destaque, inclusive em produções da Disney.

Em 1962, veio o papel definitivo de sua carreira. Foi escalado para interpretar James Bond, o agente 007 do Serviço Secreto Britânico, criado pelo escritor Ian Fleming, no filme “O Satânico Dr. No”. O sucesso foi imediato e em 1963 e 1964 ele reprisou o papel em “Moscou contra 007” e “007 Contra Goldfinger”, respectivamente.

Em busca de papéis desafiadores, Connery estrelou o suspense “Marnie, Confissões de uma Ladra”, do diretor Alfred Hitchcock. Após estrelar mais dois filmes como James Bond – “007 Contra a Chantagem Atômica” e “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes” -, Connery declarou que nunca mais viveria o agente secreto no cinema. Em 1971, porém, voltou ao papel em “007 Os Diamantes São Eternos”.

No restante da década de 1970, participou de produções de prestígio como “Assassinato no Expresso Oriente”, “O Homem que Queria Ser Rei”, ao lado de Michael Caine, “O Primeiro Assalto de Trem” e “Os Bandidos do Tempo”, de Terry Gilliam.

Em 1983, voltou ao papel de James Bond pela última vez, em “007 Nunca Mais Outra Vez”. Em 1986, ele participou de dois filmes que marcariam sua carreira: “Highlander: O Guerreiro Imortal” e “O Nome da Rosa”. Em 1987, interpretou o policial Jim Malone na obra-prima “Os Intocáveis”, dirigido por Brian de Palma, que lhe rendeu seu único Oscar, o de melhor ator coadjuvante.

Em 1989, foi a vez de adicionar outro papel icônico à sua carreira, o de Henry Jones, pai de Indiana Jones, no filme “Indiana Jones e A Última Cruzada”. No ano seguinte, outro papel histórico: o do capitão soviético Marko Ramius em “A Caçada ao Outubro Vermelho”.

Na década de 1990, foi astro de ação no filme “A Rocha”, ao lado de Nicolas Cage, e fez par romântico aos 69 anos com a atriz Catherine Zeta-Jones, na época com 30 anos, em “Armadilha”.

Em 2003, anunciou sua aposentadoria após interpretar Allan Quatermain na adaptação dos quadrinhos “A Liga Extraordinária”.

Foi condecorado com a ordem da cavalaria pela rainha Elizabeth em 2000, se tornando Sir Sean Connery.