Cascavel – Estes são dois objetivos da saúde municipal de Cascavel que o secretário de Saúde, Miroslau Bailak, destacou à reportagem do O Paraná, nessa quinta-feira (11). E enquanto trabalha nestas duas frentes distintas, Cascavel tem que administrar outras situações diárias. Por exemplo: das três UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) existentes em Cascavel, apenas a unidade do Jardim Veneza está credenciada e recebe recursos específicos do Ministério da Saúde. Segundo Bailak, as unidades da Tancredo Neves e do Bairro Brasília estão dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde, mas os trâmites para o credenciamento são lentos. Com isso, a Prefeitura tem bancado todas as despesas das duas UPAs.

“O Município tem feito um esforço muito grande para manter em funcionamento estas unidades não credenciadas”, disse. Além disso, vários motivos contribuem para superlotação nas UPAs, que são sempre motivo de reclamação por parte da população. “Além da pandemia, fomos prejudicados com uma limitação. Existe a Lei Federal 173/2020 que nos impede de contratar um único servidor público sequer para aumentar o nosso efetivo de atendimento”.

Outro fator destacado por Bailak é que muitos procuram as UPAs sem necessidade, especialmente, no início da semana. “As pessoas estão indo lá para trocar receitas, buscar opiniões. Isto causa a sobrecarga. Apesar de questões pontuais, na segunda-feira é um dia de muita procura. Algumas pessoas buscam atestado médico porque exageraram no álcool e não querem trabalhar na segunda. Não são todas as pessoas, mas estes prejudicam quem realmente precisa de atendimento”, destacou.

Como forma de melhorar a saúde, o Município pretende aumentar o efetivo em 2022, caso a Lei Federal que vale até 31 de dezembro não seja prorrogada. O secretário contou que Cascavel deverá contar com no mínimo mais 35 equipes de saúde da família. “O objetivo é fazer com que o cidadão possa ser atendido na unidade do bairro e não necessite ir até a UPA”, reforçou.

O número de atendimentos nas UPAs dobrou em 2021. No começo do ano os servidores atendiam em média 11 mil pacientes. Atualmente, o número subiu para 22 mil atendimentos por mês. Na atenção básica mais de 400 mil pessoas receberam auxílio médico. A expectativa é de no próximo ano sejam contratados cerca de 500 novos servidores na área da saúde.

 

VACINAÇÃO

A Secretaria de Saúde de Cascavel espera atingir ainda esta semana a marca de 100% da população vacinada com pelo menos uma dose contra a Covid-19. Os dados divulgados na quarta-feira (10) registraram que 456 mil doses foram aplicadas em Cascavel. Os dados mais recentes do município mostram que a população vacinável (pessoas com 12 anos ou mais) está estimada em 252.018 cidadãos, sendo que deste montante, 239.957 pessoas já foram imunizadas com a primeira dose; 182.436 receberam a segunda dose; 13.595 foram vacinados com a dose única e 20.387 cascavelenses já receberam a dose de reforço.

Miroslau Bailak ressaltou que com o avanço na vacinação, o número de casos e mortes por complicações da doença diminuiu. “O número de pessoas contaminadas vem caindo sistematicamente. Já chegamos a ter mais de mil casos por dia e, hoje, estamos com média de 30 casos diários”, detalhou.

Quanto ao uso de máscara, a obrigatoriedade segue em vigor em todo o Paraná. Miroslau disse que é a favor liberação do uso de máscara em locais públicos abertos, onde não haja aglomeração. “Eu acredito que ainda em 2021 é possível que isso aconteça”, disse, lembrando que é necessário aguardar novas decisões do Governo do Estado.

 

HOSPITAL DE RETAGUARDA

Há poucos dias o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, confirmou o valor de R$ 1,1 milhão para obras de reforma do Hospital Municipal de Retaguarda Allan Brame Pinho. A unidade está com problemas no telhado, que necessita ser trocado.

Os recursos também serão aplicados na reforma do centro cirúrgico, que atualmente está sendo utilizado como UTI Covid. Após a obra, segundo Bailak, será possível realizar até 400 cirurgias eletivas de pequena e média complexidade. Somente em Cascavel, em torno de 8 mil pessoas aguardam na fila do SUS pelos procedimentos.

Com a pandemia se encaminhando para o fim, a expectativa é de que as cirurgias eletivas sejam retomadas. Porém, é necessário esperar a publicação da portaria que autoriza estes procedimentos cirúrgicos. (Redação – Paulo Eduardo)

 

 

Foto: Paulo Eduardo