Cascavel – A geração de empregos em julho foi a pior do ano e uma das piores dos últimos anos em Cascavel. Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregos) a indústria da transformação foi quem puxou para baixo o saldo com a extinção de 446 empregos formais. Ao todo, foram eliminadas 771 ocupações em todos os segmentos.

No mesmo mês do ano passado haviam sido criadas 284 ocupações.

O comércio foi o segundo que mais demitiu com 193 postos a menos. EM seguida vem os serviços com o fechamento de 111 cargos.  Entre os fatores que contribuíram com as demissões estão: a crise econômica e o aumento da cotação do dólar. Na Agência do Trabalho de Cascavel a média de vagas vem enxugando a cada mês. A média era de 500 ofertas/mês, agora não passa de 180 como explica a gerente Maristela Becker.

“Estamos sentido constantemente os reflexos da crise. Somente nos últimos três meses perdemos quase 300 vagas. O frigorífico que era o carro-chefe com 150 vagas para linha de produção, hoje oferece 31 vagas”, frisa.

A rotatividade diminui bastante nas últimas semanas.

“Tem cada vez menos rotatividade nos empregos, principalmente nos frigoríficos”, acrescenta.

Seguro Desemprego

Com as demissões aumentando, o número de encaminhamento para o Seguro Desemprego também disparou.

“Nosso limite por mês é de 1,5 mil encaminhamentos, pois temos que respeitar o suporte. Esse número tem sido constante e não conseguimos mais baixar. Para os próximos 15 dias já temos agendamento solicitando o benefício”, ressalta Becker.

(Com informações de Eliane Alexandrino)