Itaipu contribui com repovoamento de animais em santuário na Argentina

Animais recentemente enviados pela empresa - três antas e dez mutuns-de-penacho - acabam de ser soltos no Gran Parque Iberá. Ação marca uma nova fase nas ações de conservação ambiental da Itaipu.

O trabalho de conservação da biodiversidade na Itaipu Binacional está gerando resultados positivos em áreas além do entorno da usina. Animais recentemente enviados pela empresa – três antas (Tapirus terrestris) e dez mutuns-de-penacho (Crax fasciolata) – acabam de ser soltos no Gran Parque Iberá, na Argentina.

Foto: Alexandre Marchetti

O biólogo Marcos José de Oliveira, da Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD), explicou que as aves foram levadas para lá em setembro do ano passado e permaneceram quatro meses em um grande viveiro no meio da mata, em período de quarentena e adaptação. A soltura dos mutuns ocorreu no dia 28 de janeiro e foi acompanhada por uma equipe da National Geographic.

A espécie estava extinta na região há cerca de 40 anos. “Os animais serão agora monitorados com rastreadores VHF, equipamentos que emitem sinal de rádio e que foram fixados nas costas das aves, como se fosse uma pequena mochila”, explicou Marcos.

O Gran Parque Iberá está localizado na região conhecida como Esteros de Iberá, na província de Corrientes (Centro-Norte da Argentina). Trata-se de uma mistura de pântanos, lagos, lamaçais e cursos d’água que formam a segunda maior zona úmida do mundo, atrás apenas do Pantanal.

Essa ação binacional de repovoamento faunístico marca uma nova fase nas ações de conservação ambiental da Itaipu, conforme explicou o superintendente de meio ambiente, Ariel Scheffer da Silva. O Plano Diretor da Área de Reservatório, aprovado em 1985, prevê iniciativas de formação de corredores ecológicos e de conservação da fauna na Bacia do Rio Paraná, e agora a empresa está contribuindo efetivamente para a reintrodução de animais silvestres em áreas protegidas.

Da década de 80 para cá, a Itaipu ganhou experiência e desenvolveu programas de referência mundial, como o de reprodução de harpias, além trabalhar com outras espécies raras, como a anta (Tapirus terrestris), a onça-pintada (Panthera onca) e o veado-bororó (Mazana nana).

“Agora estamos entrando em uma nova fase, a de soltura de animais na natureza”, disse Ariel. “Não basta apenas plantar árvores. É importante que as florestas sejam funcionais, que tenham animais predadores, polinizadores, dispersores de sementes, enfim, precisa haver equilíbrio ecológico”.

A reintrodução desses animais em Iberá é resultado de uma parceria entre a Itaipu, a Fundação Rewilding Argentina, o governo de Corrientes (através do Centro de Conservação Aguará), a Direção de Parques e Reservas e o Ministério de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Argentina. A Itaipu pretende manter essa parceria para beneficiar outras espécies ameaçadas ou raras em nosso ecossistema.

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,7 bilhões de MWh. Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh. Em 2018, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de aproximadamente 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

O trabalho de conservação da biodiversidade na Itaipu Binacional está gerando resultados positivos em áreas além do entorno da usina. Animais recentemente enviados pela empresa – três antas (Tapirus terrestris) e dez mutuns-de-penacho (Crax fasciolata) – acabam de ser soltos no Gran Parque Iberá, na Argentina.

O biólogo Marcos José de Oliveira, da Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD), explicou que as aves foram levadas para lá em setembro do ano passado e permaneceram quatro meses em um grande viveiro no meio da mata, em período de quarentena e adaptação. A soltura dos mutuns ocorreu no dia 28 de janeiro e foi acompanhada por uma equipe da National Geographic.

A espécie estava extinta na região há cerca de 40 anos. “Os animais serão agora monitorados com rastreadores VHF, equipamentos que emitem sinal de rádio e que foram fixados nas costas das aves, como se fosse uma pequena mochila”, explicou Marcos.

O Gran Parque Iberá está localizado na região conhecida como Esteros de Iberá, na província de Corrientes (Centro-Norte da Argentina). Trata-se de uma mistura de pântanos, lagos, lamaçais e cursos d’água que formam a segunda maior zona úmida do mundo, atrás apenas do Pantanal.

Essa ação binacional de repovoamento faunístico marca uma nova fase nas ações de conservação ambiental da Itaipu, conforme explicou o superintendente de meio ambiente, Ariel Scheffer da Silva. O Plano Diretor da Área de Reservatório, aprovado em 1985, prevê iniciativas de formação de corredores ecológicos e de conservação da fauna na Bacia do Rio Paraná, e agora a empresa está contribuindo efetivamente para a reintrodução de animais silvestres em áreas protegidas.

Da década de 80 para cá, a Itaipu ganhou experiência e desenvolveu programas de referência mundial, como o de reprodução de harpias, além trabalhar com outras espécies raras, como a anta (Tapirus terrestris), a onça-pintada (Panthera onca) e o veado-bororó (Mazana nana).

“Agora estamos entrando em uma nova fase, a de soltura de animais na natureza”, disse Ariel. “Não basta apenas plantar árvores. É importante que as florestas sejam funcionais, que tenham animais predadores, polinizadores, dispersores de sementes, enfim, precisa haver equilíbrio ecológico”.

A reintrodução desses animais em Iberá é resultado de uma parceria entre a Itaipu, a Fundação Rewilding Argentina, o governo de Corrientes (através do Centro de Conservação Aguará), a Direção de Parques e Reservas e o Ministério de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Argentina. A Itaipu pretende manter essa parceria para beneficiar outras espécies ameaçadas ou raras em nosso ecossistema.



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