FAG – Vida de mãe no ensino superior

Com o distanciamento social, a professora precisou conciliar a rotina com o filho em casa

Em homenagem a todas as mães que fazem parte do Centro FAG, registramos nesta reportagem os desafios de duas mães: Uma aluna e uma professora.

Quando usar máscara de pano

Maria Eduarda Scherer ficou um pouco assustada quando iniciou o ensino médio na nova escola. A adolescente pediu para a mãe, Lucineia, que ficasse com ela, mas a resposta foi: “Quando você for para a faculdade, eu vou com você”.

Os anos se passaram, Maria Eduarda terminou o ensino médio e logo escolheu Pedagogia no Centro FAG. A mãe cumpriu a promessa. “Ela me disse: ‘Eu vou estudar com você’. Eu já nem lembrava mais, foi uma surpresa. Pensei que isso tivesse sido coisa de momento”, conta Eduarda.

Aos 48 anos de idade, Lucineia de Lima Braga Vaisman deu esse passo com a filha de 19 anos. Elas estão no primeiro período de Pedagogia. “Eu sempre tive a vontade de fazer uma faculdade, mas não consegui quando era mais jovem. Aproveitei o embalo da minha filha e não perdi mais tempo. Está sendo super-realizador e eu pretendo atuar como pedagoga, pois me apaixonei pela área. Assim que terminar a graduação já penso em fazer uma pós”, diz Lucineia.

Mãe e filha trabalham durante o dia e estudam à noite. Em casa também se apoiam para as pesquisas e geralmente estão nos mesmos grupos. “Eu adoro a companhia dela. Ela é superinteligente e dedicada. Sou privilegiada em poder estudar com a minha mãe”.

Lucineia, que tanto se empenhou para educar a filha, tem como retribuição o orgulho e o companheirismo. “Tenho sorte em ter uma filha que me ajuda a superar meus limites. Agora com as aulas on-line, ela tem me ajudado muito com a parte tecnológica. Também me surpreende ver o desenvolvimento dela. Dias atrás, em sala de aula, tivemos um debate, e, mesmo discordando dos pensamentos dela, fiquei orgulhosa em vê-la defender com tanta convicção o seu ponto de vista”.

Mãe e professora na quarentena

A professora Ana Claudia dos Reis tem um bebê de dez meses, o Luke. Ana é graduada em Química, tem especialização em Docência do Ensino Superior pela FAG e é mestre em Bioenergia pela Unioeste.

Com o distanciamento social, ela precisou conciliar a rotina com o filho em casa para conseguir fazer a transmissão das aulas on-line, além de preparar o conteúdo.

Ana leciona duas disciplinas: Química Aplicada para Agronomia; e Toxicologia, para o curso de Farmácia. “As aulas on-line já são um novo desafio enquanto professora, e mais ainda com um bebê querendo atenção o tempo inteiro. Agora ele está na fase de engatinhar e já começa a dar os primeiros passos. Se estou trabalhando, ele vem e sobe na cadeira para eu pegá-lo no colo, mas, como nossa rotina de aula continua, pego no colo e seguimos adiante”.

Além da rotina como mãe e professora, Ana ainda tem mais um desafio. Ela está fazendo o doutorado em Química Orgânica pela UEL (Universidade Estadual de Londrina). “O Luke é supertranquilo, então aproveito que consigo descansar bem à noite e durante o dia, quando ele dorme, eu consigo escrever a minha tese. Durante a gestação, eu adiantei o máximo de leitura que consegui para neste momento eu me dedicar mais a ele”.

 

Mosquito da dengue nas áreas externas


Fale com a Redação

cinco × 5 =