“Eventuais perdas”: Itaipu paga até 2,8 salários de indenização

O valor é equivalente a 2,8 salários e foi acertado com o sindicato como “compensação de possíveis perdas decorrentes do acordo coletivo de trabalho”.

Foz do Iguaçu – Quem trabalha na Itaipu Binacional recebeu um bônus pra lá de gordo no fim do ano. O diretor brasileiro, o general Joaquim Silva e Luna, por exemplo, recebeu R$ 221,2 mil de pagamento extra. O valor é equivalente a 2,8 salários e foi acertado com o sindicato como “compensação de possíveis perdas decorrentes do acordo coletivo de trabalho”. Como tem caráter indenizatório, a remuneração é livre de Imposto de Renda. O salário do general na usina binacional é de R$ 79 mil. Juntos, os seis diretores da usina ganharam R$ 1,3 milhão. Com salários de R$ 76 mil, cada um dos outros cinco diretores foi gratificado com R$ 212,8 mil.

A indenização foi instituída por Luna na negociação anual de acordo coletivo. O pagamento extra foi criado para compensar eventuais perdas que empregados poderiam ter com a revisão de benefícios oferecidos pela companhia. Foram alterados o auxílio-funeral e o cálculo do vale-alimentação, que continuam sendo pagos. A recompensa financeira foi paga em duas etapas. Isso porque a própria diretoria de Itaipu resolveu reabrir as negociações e oferecer uma nova gratificação mesmo depois de os trabalhadores terem aceitado o primeiro acordo.

No dia 12 de novembro, os empregados de Itaipu aprovaram proposta da empresa em que houve o fim do reajuste automático do vale-alimentação – 95% dos termos anteriores do acordo coletivo haviam sido mantidos.

O acordo também restringiu acesso ao seguro de vida para trabalhadores que venham a se aposentar por invalidez àqueles que tenham mais de nove anos de empresa.

Para abrir mão desses benefícios, cada empregado recebeu uma indenização correspondente a 1,3 de seu salário, valor que foi creditado na folha do dia 25 de novembro.

Após a celebração do acordo, a direção-geral agradeceu aos trabalhadores. “Hoje, todos os empregados da Itaipu são protagonistas de uma mudança que ficará na história de nossa entidade. Há oito meses, quando assumimos a Diretoria-Geral Brasileira, tivemos como missão reestruturar a gestão, atendendo a diretrizes do governo do presidente Jair Bolsonaro para tornar Itaipu mais eficiente”, diz a mensagem.

No mesmo dia em que o dinheiro foi depositado, a diretoria propôs uma modificação no acordo oferecendo uma nova indenização, de mais 1,5 salário, a cada funcionário. Em troca, os empregados teriam que concordar com alteração no auxílio-funeral.

Também seria suprimida cláusula que previa a participação de representante de trabalhadores no comitê de investimentos da Fibra (Fundação Itaipu Brasil de Previdência e Assistência Social), o plano de pensão companhia.

Em boletins internos, a própria direção da Fibra informou, porém, que a retirada da cláusula não alteraria a composição do conselho, porque a participação de empregados está prevista em seu estatuto.

Aprovada no dia 3 de dezembro, a gratificação foi paga no dia 20 do mesmo mês. Em nova mensagem, o diretor-geral do Itaipu comemorou o benefício como uma demonstração de gratidão a quem vestiu a camisa de Itaipu.

 

 



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