A ideia inicial do projeto de Agricultura Urbana era transformar os terrenos públicos espalhados pelos 12 territórios cidadãos em Cascavel que não estavam sendo usados em hortas para que as famílias em situação de vulnerabilidade social cadastradas pelo Município pudessem cultivar legumes e hortaliças. Mas a dificuldade com a irrigação nessas áreas fez a prefeitura estudar a diversificação do cultivo. “O cultivo de hortaliças, que precisam irrigação constante como alface, é muito complicado porque alguns terrenos são grandes e dificultam esse processo. Então optamos por fazer canteiros menores, que permitam que os moradores irriguem de forma manual, e diversificar a produção. Para isso, estamos cultivando mudas de plantas medicinais, como hortelã, poejo, cidreira, que foram pedidas pelas comunidades que fazem o cultivo dessas áreas”, explica o gestor do Território Cidadão de Cascavel, José Carlos da Costa.

Além das plantas medicinais, frutas e outros tipos de alimentos também foram solicitados pelas famílias e já estão em desenvolvimento. “Estamos desenvolvendo na Horta Municipal mudas de mamão e figo e estamos estudando a compra de sementes de outras variedades que devem funcionar bem nesses espaços. Alimentos como mandioca, batata-doce e feijão produzem bem na região e nas áreas mais extensas deve trazer bastante benefício às famílias”, afirma José Carlos.

Áreas cultivadas

Até o momento já são 34 espaços destinados á agricultura urbana em Cascavel. Segundo José Carlos, até o momento oito territórios cidadãos foram implantados na cidade, mas nos 12 espaços já definidos pela prefeitura existem áreas sendo cultivadas e as comunidades têm aprovado a ideia: “As famílias que fazem o cultivo têm visto o projeto como uma forma de complementar a alimentação e até como fonte de renda, já que o excedente da produção pode ser vendido e, com essa diversificação de produtos que vamos implantar, vai aumentar essa possibilidade”, afirma.

O cultivo dos espaços pode ser feito em conjunto pelas famílias cadastradas, e a produção dividida, ou então o terreno é dividido e cada família cultiva um espaço e fica com a produção.

A seleção das famílias é feita em parceria com as associações de moradores dos bairros. A prefeitura oferece toda a parte de assistência técnica, com palestras de técnicos e auxílio a campo, manejo da terra, adubação, sementes e até as mudas. E as famílias ficam responsáveis pelo cultivo e pelo cuidado dos terrenos.