Cascavel – O CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas) convocou nova paralisação dos caminhoneiros para o próximo 25 de julho. Segundo o conselho, o ato é contra os constantes reajustes de preço do diesel. O presidente do CNTRC, Plínio Dias, diz que o custo do diesel e dos insumos do caminhão consome até 70% do valor do frete. Segundo ele, a paralisação será nacional e por tempo indeterminado.

Entretanto, nem todas as entidades sindicais vão aderir ao movimento. Na região oeste do Paraná, por exemplo, os caminhoneiros não pretendem parar.

Representante do Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros Autônomo de Cascavel e Região), Jeová Pereira afirma que os motoristas do oeste nem discutiram sobre a possível paralisação tampouco receberam orientações da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos para participar do movimento. “Nós não temos nenhuma preparação, não houve reunião, não houve discussão sobre paralisação. Nós aguardamos uma posição da CNTA. Por enquanto, não temos orientação nem sabemos o porquê desse movimento. Os caminhoneiros estão cansados de ser usados”.

Segundo ele, as reivindicações solicitadas pelos caminhoneiros estão sendo atendidas. “As paralisações não tiveram avanço. Os avanços foram discutidos em Brasília, no Ministério da Infraestrutura, e têm dado certo. As reivindicações, na medida do possível, estão sendo atendidas”, afirma.

Além disso, Pereira acredita que a manifestação convocada CNTRC tem cunho político, por esse motivo, também não deverão participar. “Essas movimentações, a maioria é interesse político e nós não vamos nos atravessar nessa questão.”

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná, Moacir Ribas, diz que a orientação da federação é para que os caminhoneiros do Paraná participem dos movimentos, visto que o aumento de combustível é uma bandeira de todos os motoristas: “O aumento do combustível prejudica os caminhoneiros. Somos completamente contra! Nossa orientação é para que os motoristas acompanhem a greve”.