Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta semana pelo Ministério da Economia consolidam a condição de Toledo como referência estadual na criação de postos de trabalho formais. Em termos absolutos, o município teve o terceiro maior saldo: 853 (2.771 admissões contra 1.918 desligamentos), atrás somente de Curitiba (5.892) e Maringá (1.163) – Araucária (728) e Cascavel (700) fecham o “Top Five”. Se for levada em conta a proporção entre saldo de empregos e população, a Capital Paranaense do Agronegócio ficou em primeiro lugar entre os principais municípios do estado: 597,99 para cada 100 mil habitantes, à frente de Araucária (497,90), Umuarama (345,78), Curitiba (302,37) e Maringá (270,37).

Dos 853 novos postos de trabalho criados em Toledo em maio, a imensa maioria (735) foram gerados por prestadores de serviço (1.354 admissões e 619 desligamentos), 101 foram (234/133) gerados pela construção civil, 76 (627/551) pelas indústrias e três pela agropecuária (56/53). O comércio (500/562) foi o único segmento com saldo negativo (-62).

Nos cinco primeiros meses de 2021, as empresas de Toledo realizaram 12.731 admissões e 9.682 desligamentos, quinto maior saldo do Paraná, atrás de Curitiba (23.393), Cascavel (5.161), Maringá (4.613) e Londrina (3.322). Proporcionalmente falando, Toledo lidera este ranking: 2.137,47 empregos criados para cada 100 mil habitantes, média superior a de Araucária (2.053,84). Cascavel (1.552,96), Cambé (1.381,58) e Apucarana (1.334,47).

Dos 3.049 novos postos de trabalho, 1.653 (4.888 admissões/3.235 demissões) foram gerados pelo setor de serviços, 729 (3.716/2.987) pelas indústrias, 308 (1.025/717) pelas empresas de construção, 285 (2.781/2.496) pelos estabelecimentos comerciais, e 74 (321/247) pela agropecuária.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, de Inovação e Turismo, Diego Bonaldo, este resultado deve ser atribuído à conjuntura em que a produção de proteína animal está em alta e às políticas públicas implantadas pelo município em prol do empreendedorismo e da qualificação profissional. “Temos atuado em várias frentes para que as oportunidades existentes no mercado de trabalho resultem diretamente na qualidade de vida da população como um todo. Motor da nossa economia, o agronegócio foi pouco ou nada afetado pela pandemia. Contudo, um sinal de que estamos superando esta fase é ver o setor de serviços, o que mais gera empregos, respondendo pela maior dos postos de trabalho criados em maio”, analisa.