Brasil tem a segunda maior deflação desde o Plano Real

IPCA de abril foi de -0,31%, puxado principalmente pela queda do preço da gasolina

Em meio à crise provocada pela pandemia de coronavírus, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou em abril a segunda maior deflação do Plano Real. O índice oficial de inflação do País foi de 0,31%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (8).

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Deflação é uma inflação ao contrário, ou seja, em vez de aumento de preços, ocorre queda. Ao consumidor pode parecer uma boa notícia, mas, na prática, representa queda acentuada de consumo e indica recessão econômica.

A mínima histórica do IPCA é de agosto de 1998, de -0,51%. Levando-se em conta apenas os meses de abril, a mínima até agora havia sido registrada em 2017, quando houve deflação de 0,14%.

Os números de abril já mostram claramente os efeitos da pandemia da covid-19 na economia, que tem operado de maneira disfuncional, com aumento drástico de demanda por alguns produtos e explosão de preços, enquanto outros setores estão fechados ou parados.

A maior pressão de alta dentro do IPCA veio do grupo Alimentação e Bebidas, com aumento de 1,79% no mês. Não foi a maior alta de abril – as passagens aéreas, por exemplo, subiram 15,10%. Mas, como alimentos e bebidas têm peso relativo maior dentro do índice, sua influência é maior.

Por outro lado, os preços dos combustíveis recuaram 9,59% no mês passado, como reflexo da queda drástica das cotações do petróleo no mercado internacional e do consumo interno. Em abril, o óleo tipo WTI, nos Estados Unidos, chegou a ter cotação negativa. O grupo Transportes, como um todo, teve queda de 2,66%, o maior impacto negativo dentro do IPCA.
No ano, o IPCA acumula alta de 0,22% e, nos últimos 12 meses, de 2,40%.

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