Brasília – O bloco dos partidos aliados do presidente Jair Bolsonaro no Senado escolheu os senadores Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Mello (PL-SC) para integrar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19.

A ala bolsonarista inclui parlamentares do DEM, do PL e do PSC.

Após as indicações chegarem oficialmente à Secretaria-Geral da Mesa, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), poderá convocar a reunião de instalação, ainda sem data para ocorrer.

Por 10 votos a 1, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu ontem que o Senado tem de instalar a CPI, mas que cabe à própria Casa definir como devem ser executados os trabalhos do grupo, se presencialmente, por videoconferência ou modelo híbrido

Os indicados podem ser substituídos a qualquer momento, durante o funcionamento da CPI.

O governo terá apenas quatro parlamentares na tropa de choque entre os 11 titulares. A oposição terá dois representantes. O restante do grupo se posiciona como independente, mas é crítico à postura do presidente Jair Bolsonaro na crise do coronavírus.

A composição acendeu um alerta no governo, que tentará adiar ao máximo o funcionamento.

A maioria dos senadores que deverão compor a CPI defende que os trabalhos do colegiado comecem em formato remoto, com possibilidade de migrar para o semipresencial em determinados casos, como depoimentos e acareações. A estratégia faz parte do esforço de parlamentares independentes e da oposição para que a Comissão funcione imediatamente, mas enfrenta resistência de governistas, que querem aguardar o arrefecimento da crise sanitária. Está prevista uma reunião na próxima semana para debater o assunto.

 

Veja como ficou a formação da CPI da Covid-19 no Senado, conforme definição das bancadas:

 

Titulares:

  1. Eduardo Braga (MDB-AM) – independente
  2. Renan Calheiros (MDB-AL) – independente
  3. Otto Alencar (PSD-BA) – independente
  4. Omar Aziz (PSD-AM) – independente
  5. Tasso Jereissati (PSDB-CE) – independente
  6. Humberto Costa (PT-PE) – oposição
  7. Randolfe Rodrigues (Rede-AP) – oposição
  8. Ciro Nogueira (PP-PI) – governista
  9. Eduardo Girão (Podemos-CE) – governista
  10. Marcos Rogério (DEM-RO) – governista
  11. Jorginho Mello (PL-SC) – governista

 

Suplentes:

  1. Jader Barbalho (MDB-PA) – independente
  2. Angelo Coronel (PSD-BA) – independente
  3. Alessandro Vieira (Cidadania-ES) – oposição
  4. Rogério Carvalho (PT-SE) – oposição
  5. Marcos do Val (Pode-ES) – governista
  6. Zequinha Marinho (PSC-PA) – governista
  7. Indefinido (MDB-PP-Republicanos)