Cascavel – Após dias de temperaturas recordes, passando da casa dos 40ºC, o tempo vira e o fim de semana com feriado emendado deve ter um clima mais ameno, podendo até fazer um friozinho, com mínimas de 10ºC e 13ºC na região oeste.

O Climatempo prevê uma sexta-feira com pancadas de chuvas, que podem alcançar 30 milímetros em algumas cidades, a exemplo de Cascavel. Hoje, os termômetros já não devem chegar aos 30ºC. Já o fim de semana deve ter poucas nuvens e o sábado, por exemplo, pode amanhecer a 13ºC.

Em Santa Helena, por exemplo, também deve chover hoje e a máxima não passará dos 25ºC. O sábado também nasce geladinho, com 14ºC, mas no domingo a máxima já chega a 33ºC.

Segundo o meteorologista Gil Russo, do 8º Distrito do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o motivo da mudança é a frente fria que avança pelo centro-sul de todo o Brasil provocando queda de temperatura e até um friozinho na Região Sul do Brasil. “Uma frente fria passa por Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, causada por uma massa de ar polar com moderada intensidade devem provocar frio na madrugada, com chance de geada fraca nas áreas de fronteira com o Uruguai e nas serras gaúchas e catarinenses”, explica.

As mínimas devem continuar baixas, entre 10ºC e 15ºC na região até a próxima sexta, embora ao longo do dia os termômetros passem dos 30ºC. Ao menos, vai dar para dormir com uma mantinha.

E a chuva

Conforme o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), até domingo (11) tem alerta de temporais em parte do Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina. No Paraná, existe risco de chuva forte a moderada, mas localizada e não deve passar dos 5 milímetros.

Em Cascavel, pode voltar a chover na terça (13), com pancadas não muito significas, mas há risco de sejam acompanhadas de raios, ventos e granizo.

Onda de calor vai até quando?

A meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo, explica que esta histórica onda de calor de 2020 está chegando ao fim. “Esse calor intenso começou no fim de setembro e foram registradas temperaturas de até 43ºC em cidades do Sul do Brasil. Esta semana ainda foi quente, mas já temos sinal de enfraquecimento dessa onda a partir de domingo (11), que vai ser quebrada por uma frente fria, que vai ajudar a aumentar nebulosidade e possibilidades de chuva que vão regular a temperatura.

Josélia informa que no dia 12 a bolha de calor começa a se dissolver e que, dia 13, não terá mais essa grande concentração. Mas isso não significa que não vai ter mais calor. Ele vai continuar sendo registrado mas não será generalizado.

O refresco maior para os paranaenses deve chegar em novembro, quando as áreas de chuva no Brasil vão aumentar.

2020 pode ser o mais quente no Paraná nos últimos 25 anos

O ano de 2020 deve entrar para a história como um dos mais quentes já registrados, segundo o Serviço de Mudança Climática Copernicus, do Programa de Observação da Terra, da União Europeia, que monitora o clima desde 1979.

O levantamento, divulgado nesta semana, repete a análise da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e aponta que há 99,9% de chance de 2020 entrar no ranking dos cinco anos mais quentes já registrados.

Segundo a NOAA, esse aumento na temperatura do ar ocorre em várias regiões do mundo, como no Norte da Sibéria, no Oriente Médio, em partes da América do Sul, dos Estados Unidos, da Austrália e da Europa.

As altas temperaturas também moveram os termômetros no Paraná. Segundo os registros do Simepar, setembro foi um dos mais quentes da série histórica de medição, que teve início em 1998.

É quase certo que 2020 se configure como um dos anos mais quentes dos últimos 25 no Paraná. O diferencial é que está havendo uma combinação explosiva de temperaturas elevadas com déficit hídrico de chuvas, que estão abaixo da média há um ano e meio.

A situação é tão grave que o Paraná foi incluído no mapeamento hídrico do Monitor de Secas, plataforma regulamentada pela ANA (Agência Nacional de Águas). O monitor foi criado em 2014, inicialmente para atender o Nordeste, onde são mais recorrentes as secas prolongadas. Com a crise hídrica, o Paraná foi incluído no monitoramento.