Brasília – A Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) está prevendo para este ano um crescimento médio de 2,1% para a região, bem abaixo dos 6,2% registrados em 2021. O relatório anual Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2021, divulgado ontem (12), além da previsão de desaceleração do crescimento este ano, ainda analisa questões como as assimetrias no acesso à vacinação, as altas taxas de desemprego, principalmente entre as mulheres, e a inflação.

O relatório da Cepal aponta como as estimativas de crescimento e outros indicadores econômicos refletem o impacto sofrido pelos países da região em decorrência da crise da Covid-19.  “A América Latina e o Caribe cresceram, em média, 6,2% (em 2021), mas quando vamos analisar América Central e México estamos em 6%, e quando vemos América Central sem o México estamos em 6,7%, um crescimento muito importante, tendo Panamá como uma das economias mais importantes. No caso da América do Sul, o Peru, com 13,5%; também Chile, com 11,8%; e Argentina, com 6,8%, crescimentos muito importantes nessas economias”, explicou Alicia Bárcena, secretária-executiva da Comissão Regional das Nações Unidas. O Brasil apresentou um crescimento 4,7% no ano passado.

 

Inflação e empregos

De acordo com a Cepal, no ano passado foram registradas altas inflacionárias na maioria dos países da região, lideradas por aumentos nos alimentos e na energia (a inflação atingiu a média de 7,1% em novembro, excluindo a Argentina, Haiti, Suriname e Venezuela), e espera-se que essas altas persistam em 2022.

Em relação às ocupações, em 2021, a Cepal mostra que 30% dos empregos perdidos em 2020 não foram recuperados. Além disso, a desigualdade entre homens e mulheres se acentuou, o que reflete a sobrecarga do cuidado sobre as mulheres e o menor dinamismo de setores que concentram o emprego feminino, como os serviços.