O Corpo de Bombeiros alerta sobre a forma de fazer o acionamento de emergência nos casos de afogamentos no mar ou em pontos de rios. Para este Feriado a Corporação reforçou as orientações à população e, também, sobre a importância do contato do cidadão com os bombeiros quando for necessário. Postos guarda-vidas foram ativados no Litoral (16 postos) e na Costa Noroeste do Paraná (09), e bandeiras de orientação foram distribuídas para alertar os banhistas, a fim de evitar afogamentos.

O Corpo de Bombeiros mantém um canal de atendimento ao cidadão para casos de emergência, o popular 193. O cidadão também pode falar diretamente com um guarda-vidas que estiver na areia ou no Posto Guarda-Vidas mais próximo, tanto no Litoral quanto nas praias de água doce, conforme destacou o coronel Gelson Marcelo Jahnke, que está respondendo pelo Comando do Corpo de Bombeiros.

“A pessoa que avistar um afogamento deve acionar o mais rápido possível o Corpo de Bombeiros por meio do telefone 193 para que nossos profissionais possam atender essa vítima rapidamente. Além disso, é importante tentar jogar algum objeto flutuante para a pessoa (uma boia, por exemplo), para que ela possa boiar enquanto é resgatada. E se a pessoa que presenciar um afogamento não tiver habilidade ou não conhecer o local, não deve entrar para tentar ajudar, pois pode se tornar mais uma vítima e potencializar a atuação do Corpo dos Bombeiros”, diz o coronel Marcelo.

No caso de afogamentos, a principal luta de um guarda-vidas é retirar a vítima o quanto antes da água, pois cada segundo perdido é uma eternidade para a pessoa que está em desespero e ingerindo líquido. Por isso, quanto antes houver o chamado de socorro, maior a chance do resgate ser bem-sucedido, sem sequelas graves para a vítima, conforme explica o coronel Marcelo.

“O tempo é fundamental para conseguirmos fazer um bom trabalho de salvamento. Além disso, precisamos lembrar as pessoas que os demais serviços emergenciais continuam acontecendo, como o combate a incêndio, postos de salvamento e outras atividades também, e o 193 continua à disposição ininterruptamente”, explicou.

Após pedir ajuda, a orientação é que o solicitante aguarde a chegada do socorro no local, a fim de que os bombeiros possam confirmar os fatos e ter uma referência sobre a situação.

TROTES – Um ponto importante sobre o acionamento das equipes de emergência é a responsabilidade de quem faz uma solicitação de atendimento aos bombeiros. “Sempre que o Corpo de Bombeiros é acionado, ele precisa deslocar com recursos humanos, materiais, tudo isso tem um custo, tem um risco envolvido também, pois basta lembrarmos como é o deslocamento do Corpo de Bombeiros para uma emergência, visto que há uma prioridade de atendimento, pressupondo-se que há uma vida em risco, por isso pedimos consciência no uso do 193”, afirmou o chefe da Comunicação Social do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Pinheiro.

BANDEIRAS – Além de agilidade no acionamento do 193 do Corpo de Bombeiros, é importante que os banhistas atentem-se às bandeiras de orientação dispostas na areia, que servem para alertar as pessoas sobre as condições da água e do clima, além dos riscos, a fim de evitar afogamentos. Com a atitude consciente do cidadão de estar somente nos locais entre as bandeiras vermelho sobre amarelo (as duas cores na mesma bandeira), onde está o Posto Guarda-Vidas, as chances de alguma emergência são praticamente nulas, já que são locais delimitados pelos profissionais com toda a segurança necessária.

Seguir as indicações das bandeiras tem um grande efeito na prevenção, avalia o major Pinheiro. “As pessoas que frequentarem o Litoral ou as regiões do Oeste, Noroeste, neste feriado como por exemplo Porto Rico, estão percebendo a presença de guarda-vidas e, próximo aos postos e na região toda onde é possível se banhar há sinalizações feitas com bandeiras. Cada bandeira tem seu significado e, por isso, o banhista deve sempre estar próximo ao posto deve perguntar aos guarda-vidas para poder ter a leitura do risco ao qual estará se expondo caso entre no mar”, afirma o major Eduardo Pinheiro.

As bandeiras são instaladas logo cedo, quando os guarda-vidas assumem o serviço e preparam o Posto Guarda-Vidas para o dia de trabalho. Elas são dispostas pelos profissionais com base num estudo que considera análises em campo dos pontos de risco, condições meteorológicas e outros fatores importantes para a segurança dos banhistas. As bandeiras podem sofrer alterações de local ao longo do dia, e somente o guarda-vidas tem a habilitação necessária para fazer as modificações e orientações às pessoas que estiverem na praia.

SIGNIFICADO – São utilizadas seis bandeiras (vermelho sobre amarelo, preta, verde, amarela, vermelho e duplo vermelho) as quais possuem significados distintos. As bandeiras ou windbanners mais importantes para os banhistas são as que possuem as cores vermelho sobre amarelo (as duas cores na mesma bandeira), que sinalizam a área protegida por Guarda-Vidas. Elas ficam dispostas numa área de 300 metros, 150 metros para cada lado do Posto Guarda-Vidas.

A principal recomendação dos bombeiros é que os banhistas frequentem somente a área entre essas bandeiras, pois esta é a área indicada para se tomar banho de mar ou rio naquele momento e conta com as condições necessárias para um atendimento rápido em caso de alguma emergência. Os Guarda-Vidas ficam de prontidão e também patrulham o local para prestar orientações e fazer advertências ao constatarem algum comportamento perigoso.

Existem ainda as bandeiras quem sinalizam a situação do clima e os riscos na água. A bandeira verde significa que naquele ponto as condições para banho são boas e o risco de incidentes é mínimo; já a bandeira amarela indica que o local possui fatores de risco ao banhista, como ondas mais fortes, correntes e outras condições que podem ocasionar acidentes; a bandeira vermelha aponta que o local não é adequado para banho e, portanto, oferece alto risco de afogamentos.

Uma das bandeiras que as pessoas mais precisam atentar-se é a de cor preta. Ela indica que naquela área não há um Posto de Guarda-Vidas, portanto, não possui um profissional destacado, isso porque é um local que não é indicado para o banho. Em caso de qualquer incidente na água, neste ponto, a chegada do socorro pode não ser imediata e o tempo de sobrevida da vítima é prejudicado.

Há ainda a bandeira duplo vermelha (duas bandeiras vermelhas em um mastro só), que significa praia interditada devido a fatores de segurança como chuva forte, ressaca, raios, entre outras situações. Quando essa bandeira é colocada, todas as outras são retiradas para garantir a segurança de todos, ou seja, a praia não pode ser usada. O Corpo de Bombeiros utiliza ainda a placa de Perigo (metal), fixada nos locais onde o risco de afogamento é grande e o banhista não deve entrar no mar, em hipótese alguma, naquele ponto.